Às vésperas de novos ciclos eleitorais, economistas alertam para a necessidade de candidatos conhecerem projetos que realmente impulsionaram o desenvolvimento econômico no País nas últimas décadas.
O segredo para o crescimento sustentável parece estar em uma fórmula clara, baseada no investimento massivo em pessoas, pesquisa de ponta e abertura para a competitividade do mercado internacional.
Enquanto iniciativas como a Embrapa e o ITA prosperaram, outras estratégias baseadas apenas em subsídios e protecionismo deixaram um rastro de gastos elevados, conforme divulgado pelo Estadão.
A fórmula do sucesso para o desenvolvimento no Brasil
Os casos de sucesso no Brasil seguiram um modelo de investimento em capital humano e inovação. A conexão entre universidades e empresas foi vital para criar setores competitivos globalmente, como o aeroespacial.
O crescimento médio da economia brasileira nos últimos 31 anos foi de apenas 2,3%. Esse desempenho é considerado decepcionante por analistas, já que a produtividade cresceu menos de 1% ao ano nesse período.
Para mudar esse cenário, especialistas apontam que o Brasil desenvolveu ilhas de excelência. Exemplos como o Porto Digital e a Embrapa mostram que o conhecimento aplicado gera resultados reais para a sociedade.
O papel da educação de elite e da pesquisa científica
O economista Marcos Lisboa afirma que “o que faz um país crescer é a inovação. São as ideias. A educação importa, mas educação de qualidade. Não é fazer de qualquer jeito”, reforçando a importância do ensino.
Projetos vitoriosos respeitam o tempo de maturação. Lisboa destaca que não se sabe se uma pesquisa dará certo no início, por isso é preciso paciência com as tentativas e erros, algo comum em países que ficaram ricos.
A Embrapa surgiu nos anos 1970 enviando mil pesquisadores ao exterior. Essa estratégia transformou o solo do Cerrado e tornou o agronegócio brasileiro uma potência mundial, mudando a história da nossa produção.
Ecossistemas de inovação e a conexão com o mercado
O ITA, criado em 1950, formou engenheiros e desenvolveu pesquisas que deram origem à Embraer. Hoje, o Brasil participa de projetos avançados, como a fabricação dos caças Gripen em parceria com a sueca Saab.
Já o Porto Digital, em Recife, une governo, academia e iniciativa privada. O projeto recuperou a área histórica da cidade e evitou a fuga de cérebros, mantendo talentos da tecnologia em solo pernambucano.
“Não existe mercado sem Estado. A discussão deveria estar em como se dar os incentivos corretos para o desenvolvimento”, avalia Marcos Lisboa sobre a importância de fugir de debates superficiais na economia.
Os erros que custam caro e o desafio do longo prazo
O lado oposto do sucesso é marcado por protecionismo e baixo estímulo à competição. Segundo Lisboa, grande parte do fracasso industrial vem de lideranças que não privilegiaram a formação de pessoas qualificadas.
O assessor Rafael Dubeux explica que o governo atual busca retomar o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O objetivo é apoiar startups e projetos de inovação em parceria com empresas privadas.
O sucesso econômico exige segurança jurídica e concorrência. Especialistas defendem que essas iniciativas devem ser políticas de Estado, com foco no longuíssimo prazo, para garantir recursos e escala aos projetos.
A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e você pode ler a matéria completa no link: https://www.estadao.com.br/economia/embrapa-porto-digital-e-ita-o-que-faz-uma-politica-de-desenvolvimento-dar-certo-no-brasil/





