O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, manifestou-se publicamente sobre as recentes investigações da Polícia Federal que o colocaram no centro da Operação Compliance Zero.
Mesmo diante da gravidade das suspeitas, o parlamentar demonstrou tranquilidade e afirmou estar confiante de que as apurações servirão para afastar qualquer culpa sobre sua conduta pública e política.
O congressista preferiu manter discrição sobre os detalhes técnicos do processo, seguindo orientações jurídicas para garantir seu pleno direito de defesa, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto Brasil.
Investigação da PF apura supostas ligações com o Banco Master
Em entrevista recente, o senador afirmou categoricamente: “O inquérito, a investigação, serve até para afastar a culpa. Então, eu tenho certeza de que vou provar a minha inocência”, disse ele à Rádio Baiana FM.
Wagner explicou que sua defesa recomendou silêncio sobre o mérito das acusações. “Por orientação dele, para eu não sair daqui e tomar bronca do meu advogado, ele pede para eu não falar”, justificou o senador baiano.
O parlamentar destacou que tem recebido total apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ressaltou que seguirá focado em suas atividades políticas e na campanha eleitoral enquanto o caso é devidamente apurado.
Suspeita de propina e compra de imóvel de luxo
A Polícia Federal apura se houve pagamento de propina do Banco Master ao senador. Um dos pontos centrais é a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões, que teria sido financiado por meios ilícitos segundo a investigação.
Relatórios apontam que Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco, tiveram 74 ligações telefônicas. No total, as conversas somam mais de cinco horas entre o fim de 2023 e o mês de maio de 2025.
A investigação sugere que o dono do banco, Daniel Vorcaro, teria disponibilizado um avião particular para o senador. Além disso, Wagner agiria como intermediário para enviar recados importantes ao governo federal.
Monitoramento autorizado pelo Supremo Tribunal Federal
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou o rastreamento da localização e o acesso aos registros de chamadas do senador por dez dias. A medida foi necessária após fortes indícios de vazamento de informações.
Wagner declarou estar sereno e confiou no trabalho das instituições. “A Polícia Federal faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, depois o magistrado vai julgar”, concluiu o parlamentar em sua defesa.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e pode ser acessada através do link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2402137/jaques-wagner-diz-que-provara-inocencia-mas-evita-comentar-investigacao








