O Programa Reforma Casa Brasil, criado para estimular a economia e melhorar moradias, enfrenta dificuldades para ganhar tração no mercado nacional. Mesmo com bilhões disponíveis, a procura segue abaixo do esperado.

A baixa adesão está ligada diretamente ao cenário econômico atual, marcado por juros elevados e pelo alto endividamento das famílias brasileiras, o que freia os planos de renovação residencial no país.

Com apenas uma pequena parcela do orçamento executada até agora, o setor de construção civil busca alternativas urgentes para reaquecer as vendas, conforme divulgado pelo Estadão.

Obstáculos econômicos travam o avanço do Reforma Casa Brasil

As vendas da indústria de materiais caíram 3,4% no primeiro semestre, frustrando os empresários que esperavam um impulso maior vindo do governo. A projeção de crescimento para o setor foi drasticamente revisada para baixo.

O presidente da Abramat, Mauro Franco, destaca que o ambiente é desafiador. “A revisão da projeção representa um ajuste às condições observadas no primeiro semestre”, explicou o executivo sobre o cenário atual do mercado.

Mudanças nas regras para facilitar o acesso ao crédito

Para tentar salvar a iniciativa, o governo federal facilitou as condições de contratação recentemente. O limite de renda familiar subiu para 13 mil reais e a taxa mínima de juros caiu para 0,99% ao mês para atrair público.

O prazo máximo para o financiamento também foi ampliado de 60 para 72 meses. O Ministério das Cidades afirmou que segue em monitoramento contínuo das novas regras para assegurar a efetividade social e o ajuste das metas.

O impacto no varejo e o comportamento das famílias

No varejo, lojistas relatam que as famílias estão fazendo reformas em etapas bem lentas. Segundo a Anamaco, muitos consumidores compram o revestimento em um mês e levam muito tempo para conseguir finalizar a pintura.

A coordenadora da FGV, Ana Maria Castelo, observa que o programa ainda não entregou o prometido. “O programa Reforma Casa Brasil não deslanchou como esperado”, afirmou, citando que o orçamento apertado mina os planos brasileiros.

Suspeitas sobre o uso dos recursos do programa

Uma crítica central do setor é a falta de exigência de nota fiscal na compra de materiais. Atualmente, basta apresentar fotos do “antes e depois” da reforma para comprovar tecnicamente o uso do dinheiro recebido.

Lojistas temem que os valores estejam sendo desviados para outros fins, como pagamento de dívidas ou apostas eletrônicas. “O dinheiro não está indo para materiais de construção”, alertou Cássio Tucunduva, presidente da Anamaco.

A fonte original desta notícia é o Estadão, que detalhou os desafios e as novas estratégias para tentar impulsionar o mercado de crédito habitacional no Brasil. Confira a matéria original no link: https://www.estadao.com.br/economia/programa-credito-reforma-imoveis-empaca-frustra-setor-materiais-construcao/

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