Governo descarta controle de capitais e foca na estabilidade econômica

Recentemente, declarações vindas de dentro da coordenação do programa de governo geraram fortes ruídos no mercado financeiro nacional. A possibilidade de mudanças drásticas na condução econômica acendeu um alerta entre investidores e analistas do setor.

Para conter o mal-estar, o Ministério da Fazenda agiu rapidamente para desmentir qualquer intenção de intervenção autoritária no fluxo financeiro. O objetivo é garantir que a agenda de crescimento siga sem sobressaltos externos, conforme divulgado pelo Estadão.

O foco central da gestão atual permanece sendo o equilíbrio das contas públicas e a manutenção de um ambiente previsível para negócios. A equipe econômica reforçou que o diálogo com o mercado é essencial para atingir as metas de inflação e juros, conforme divulgado pelo Estadão.

O polêmico ruído na campanha de Lula

O ministro substituto da Fazenda, Dario Durigan, afirmou de forma categórica que nem ele, nem o presidente Lula pretendem adotar medidas de controle de capitais nos próximos meses de gestão.

A declaração surgiu após falas de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador do programa petista. Gabrielli defendeu, em reunião com o mercado, o controle de fluxo e mudanças no salário mínimo.

“Houve alguns ruídos alguns dias atrás por conta de campanha eleitoral, mas eu preciso dizer isso para vocês, a pedido do presidente Lula”, explicou Durigan. Ele garantiu que nenhuma medida nesse sentido será tomada pelo governo.

Regulamentação do Forex e supervisão financeira

Apesar de descartar o controle, Durigan mencionou a intenção de avançar na regulamentação de operações de CFD e Forex. Essas modalidades permitem especular sobre preços de ativos sem que o investidor os possua de fato.

O ministro destacou que melhorar a supervisão de instituições de pagamento é uma prioridade técnica. No entanto, ele fez questão de separar esse movimento administrativo de qualquer tentativa de barramento de capital estrangeiro.

“Isso tem que ser feito, mas isso nunca pode ser confundido com pretensão de controle de capital do País”, pontuou o ministro. O plano é trazer uma taxonomia sustentável para guiar a regulação financeira nacional de forma moderna.

Ajuste fiscal como peça fundamental do crescimento

Para a Fazenda, a questão do ajuste fiscal é considerada a peça fundamental para o Brasil crescer com juros baixos. Durigan afirmou que o governo já avançou em áreas como emprego e inflação, mas falta a última milha.

Essa etapa final está diretamente ligada à saúde das contas públicas. O ministro destacou que o compromisso de fortalecer o País passa obrigatoriamente por um ajuste fiscal rigoroso, que permita políticas públicas de impacto real.

“O fiscal é a ‘pedra de toque’ para que a gente deixe o País forte, mais robusto”, detalhou Durigan. Segundo ele, o objetivo é diminuir o endividamento e garantir que a população seja menos penalizada pelas incertezas globais.

Simplificação do sistema e Reforma Tributária

Outro ponto crucial citado foi a Reforma Tributária, vista como a solução para o atual sistema caótico. A simplificação do recolhimento de impostos deve destravar investimentos que hoje estão parados por dúvidas jurídicas.

A reforma também deve atuar na redução do gap entre sonegadores e contribuintes que cumprem suas obrigações. Com um sistema mais justo e transparente, a tendência é que o ambiente de negócios se torne muito mais atrativo.

Durigan reiterou que a gestão continuará focada em manter a balança comercial em níveis recordes. O fortalecimento do País, aliado ao ajuste fiscal, é o caminho traçado para enfrentar os desafios econômicos que o mundo promete entregar.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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