A investigação sobre os bastidores financeiros do filme Dark Horse, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou um novo capítulo decisivo no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça deu sinal verde para que a Polícia Federal apure possíveis irregularidades em repasses milionários.
O foco central da apuração é entender se o dinheiro solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro teve como destino real a produção cinematográfica. Há suspeitas de que os valores possam ter sido desviados para outras finalidades políticas ou pessoais.
A decisão atende a um pedido da Polícia Federal e contou com o aval do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que viu elementos suficientes para a abertura do inquérito, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Entenda as suspeitas sobre o financiamento do filme Dark Horse
O papel de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
A investigação começou após a divulgação de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro pedia recursos a Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O objetivo oficial era financiar o longa-metragem sobre a trajetória do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entretanto, a Polícia Federal desconfia da rota desses valores. De acordo com as informações coletadas, os recursos teriam sido transferidos por uma empresa ligada ao ex-banqueiro para um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, com finalidades ainda nebulosas.
Suspeitas sobre os gastos de Eduardo Bolsonaro
Um dos pontos mais sensíveis do inquérito é a possibilidade de que o dinheiro tenha bancado o estilo de vida de Eduardo Bolsonaro no exterior. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde o início de 2025, onde alega sofrer perseguição política.
A PF quer saber se parte dos recursos do filme serviu para custear despesas pessoais de Eduardo ou para financiar ações de aliados junto ao governo de Donald Trump. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, defende que a investigação é necessária para esclarecer os fatos.
A defesa da família Bolsonaro e o fundo americano
Em resposta às acusações, Flávio Bolsonaro afirmou em nota que é “falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro”. Ele garante que os aportes seguiram todos os trâmites legais e devidamente fiscalizados.
Segundo o senador, “os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos”. Eduardo também nega qualquer irregularidade e já criticou publicamente o bloqueio de suas contas bancárias.
Próximos passos da investigação no STF
O caso, que agora está sob a relatoria de André Mendonça, deve avançar com a análise de documentos e possíveis quebras de sigilo. O objetivo das autoridades brasileiras é rastrear cada centavo que saiu do país em nome do projeto Dark Horse.
A Polícia Federal busca entender se a produção do filme foi usada como fachada para movimentações financeiras internacionais. A complexidade do caso envolve conexões entre o setor bancário, produção audiovisual e articulações políticas no exterior.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e pode ser acessada na íntegra através deste link.








