A Azul Linhas Aéreas vive um momento histórico com a sua relistagem oficial na Bolsa de Valores de Nova York, a Nyse. O evento marca o encerramento definitivo do processo de reestruturação financeira da empresa.

O CEO da companhia, John Rodgerson, celebrou a nova fase e destacou que a empresa está mais forte e preparada para as turbulências do mercado. Agora, o foco total se volta para a rentabilidade e fidelização.

A estratégia envolve diminuir a dependência da venda de passagens e focar em serviços que tragam maior valor agregado para o negócio, conforme divulgado pelo Estadão.

O plano da Azul para blindar o caixa contra futuras crises

“A Azul está de volta ao jogo”, afirma John Rodgerson. O executivo destaca que o objetivo agora é buscar novas fontes de receitas, além de perseguir a meta de manter o baixo endividamento e foco no cliente VIP.

Segundo o CEO, é preciso blindar a empresa de duas formas: não ser muito endividada e diversificar as fontes de faturamento. Isso garante a habilidade de ganhar dinheiro de várias formas diferentes no mercado.

Diversificação de receitas é o novo combustível

Atualmente, cerca de 25% das receitas da Azul já vêm de fontes que não são a venda direta de bilhetes. Isso inclui o uso de cartões de crédito, pacotes de viagens, programas de fidelidade e o transporte de cargas.

Esse número mais que dobrou em comparação ao período anterior à pandemia de covid, quando representava apenas 11% do total. A empresa realizou grandes investimentos para ampliar essas frentes de lucro alternativas.

Foco no cliente de alta renda e saúde financeira

A companhia quer atrair o passageiro de “alto valor”. Além disso, a saúde financeira é prioridade, a relação entre dívida e Ebitda caiu de 5 vezes para 2,4 vezes, com meta de chegar a 1,5 vez em até três anos.

“O objetivo é ter esse número abaixo de 2 vezes”, conclui o CEO. Com uma estrutura mais leve, a Azul busca se proteger da volatilidade econômica, algo que Rodgerson considera comum na história do Brasil.

Preparação para as incertezas globais

Mesmo com as tensões no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo, Rodgerson afirma que a empresa está menos alavancada e muito mais preparada para lidar com os ciclos de crise que o setor aéreo enfrenta.

Em 2026, a empresa se vê em um novo período de incerteza por conta de conflitos geopolíticos, mas o executivo ressalta que, agora, a Azul possui uma receita maior e está muito melhor estruturada para os desafios.

Listagem simultânea na B3 e na NYSE

A Azul continuará com seus papéis negociados na bolsa brasileira, a B3, mas a presença no mercado principal de Nova York facilita o acesso a capitais internacionais e aumenta a visibilidade global da marca.

Diferente de algumas concorrentes, a empresa não fez uma nova oferta de ações para captar recursos agora, pois já levantou o necessário ao sair do processo de Chapter 11 nos Estados Unidos recentemente.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria original em: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/azul-papeis-estreia-bolsa-de-nova-york/

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