O Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), Rede Brasil, lançou uma iniciativa ambiciosa para transformar a realidade da empregabilidade indígena no mercado de trabalho nacional ainda este ano.
Com o nome de Reflorestar o Corporativo, a ação pretende sensibilizar lideranças e abrir portas em pelo menos 100 grandes companhias brasileiras, combatendo barreiras históricas e sociais.
O programa oferece capacitação gratuita e foca na criação de ambientes corporativos mais respeitosos, diversos e verdadeiramente acolhedores, conforme divulgado pelo Estadão.
Entenda o projeto que busca fortalecer a empregabilidade indígena no mercado de trabalho
O projeto Reflorestar o Corporativo nasceu para alinhar o setor privado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 da ONU, que foca na igualdade étnico-racial no Brasil e no combate à violência.
Com a parceria técnica da BND Digital, agência criada por mulheres indígenas, o programa quer levar conhecimento prático sobre como atrair e manter esses profissionais qualificados nas empresas.
A proposta surge em um momento crítico, já que a presença de indígenas em cargos de liderança nas maiores empresas do país varia entre apenas 0,4% e 0,0%, segundo dados recentes do Instituto Ethos.
Os desafios das mulheres indígenas no cenário atual
A situação é ainda mais preocupante quando observamos o recorte de gênero, pois a taxa de desemprego entre as mulheres indígenas chega a 12,5%, conforme dados oficiais coletados pelo IBGE.
Cerca de 50% dessas profissionais atuam na informalidade, sem garantias trabalhistas, o que reforça a urgência de novas políticas de empregabilidade indígena no mercado de trabalho formal.
Como afirma Verônica Vassalo, gerente do Pacto Global, essa ausência é resultado de barreiras históricas e educacionais que limitam o acesso a oportunidades reais de desenvolvimento profissional.
Como participar das etapas do programa da ONU
O programa será dividido em duas fases principais, sendo a primeira totalmente digital no mês de agosto, aberta a todas as empresas interessadas em aprender sobre inclusão e diversidade étnica.
Já a fase presencial ocorrerá em Belém, no Pará, em setembro, com foco em empresas da região amazônica e aquelas que já fazem parte da rede de impacto do Pacto Global da ONU no Brasil.
Durante os encontros, serão apresentados dados sobre a empregabilidade de pessoas indígenas, os principais desafios e oportunidades para sua inserção no ambiente corporativo, destaca Verônica Vassalo.
Inscrições e futuro do Reflorestar o Corporativo
Representantes de empresas interessadas podem se inscrever através de um formulário que será disponibilizado em breve na página oficial de Direitos Humanos do Pacto Global da ONU no LinkedIn.
Para o próximo ano, a organização planeja uma segunda etapa com ações ainda mais concretas e estruturadas, baseadas nos desafios identificados durante as conversas realizadas neste semestre.
A valorização da diversidade fortalece as organizações e contribui para um desenvolvimento econômico e social mais sustentável, conclui a executiva do Pacto Global em sua análise sobre o setor.
A fonte original desta notícia é o Estadão.







