O desejo de conquistar um lar enfrenta novos obstáculos no cenário econômico atual. O aumento repentino nos custos de materiais básicos tem transformado o planejamento de muitas famílias brasileiras em um grande desafio.

A conjuntura global, somada às taxas de juros no Brasil, cria um ambiente de incertezas para quem planeja investir em imóveis na planta. A variação nos preços superou as expectativas iniciais de analistas do mercado.

Entenda como esses fatores impactam diretamente o valor das prestações e a disponibilidade de crédito para a classe média, conforme divulgado pelo Estadão.

A escalada da inflação da construção civil e os desafios para o comprador brasileiro

O impacto da guerra nos custos de materiais

A inflação da construção civil foi impulsionada por conflitos internacionais que elevaram os preços de insumos fundamentais. Itens como aço, cimento e tubos de PVC registraram altas significativas nos últimos meses.

De acordo com a consultoria 4intelligence, o INCC-DI pode encerrar o ano com uma alta de 8,3%. Esse índice é crucial, pois corrige o valor das prestações de quem adquire imóveis ainda em fase de construção.

“Acho que vai ficar acima do ano passado, mesmo com a desaceleração da mão de obra, por conta do componente materiais e equipamentos”, afirma Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre.

Classe média sofre com juros e queda nas vendas

O cenário é especialmente difícil para famílias com renda entre R$ 13 mil e R$ 30 mil. Esse grupo, que forma a base da classe média, tem sentido o peso da taxa básica de juros, que alcança patamares elevados de 14,25%.

Em São Paulo, a velocidade de vendas de imóveis novos acumulou uma queda de 10,1%. O diretor do Secovi-SP, Celso Petrucci, destaca que essa retração já vinha acontecendo devido ao alto custo do crédito imobiliário atual.

“Nós temos a expectativa de ter um aumento do INCC maior do que o aumento da inflação, os materiais estão subindo mais que a inflação”, reforça Petrucci ao analisar o descolamento entre os índices econômicos.

Inovação e Inteligência Artificial no setor

Para tentar conter a alta nos preços e garantir prazos, algumas empresas buscam refúgio na tecnologia. O uso de inteligência artificial surge como uma ferramenta para otimizar orçamentos e reduzir desperdícios.

A startup GetHome, por exemplo, utiliza IA para realizar cotações em larga escala. Segundo o CEO Vinícius Bozzi Nonato, é possível reduzir o custo da obra em cerca de 10% comparado aos métodos tradicionais de construção.

Embora a tecnologia ajude, o setor ainda lida com a baixa oferta de fornecedores para insumos básicos. “Não tem muita opção, não tem para onde correr”, pondera Claudio Carvalho, CEO da incorporadora AW Realty Incorporadora.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir o conteúdo completo no link original: Estadão.

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