Entenda como funciona o novo crédito para Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor
O governo federal anunciou uma medida estratégica para injetar R$ 4 bilhões no mercado de crédito. O objetivo central é fortalecer as linhas do Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor através dos bancos.
Com taxas de juros reduzidas para apenas 1,25% ao ano para as instituições financeiras, a equipe econômica espera que esse custo baixo seja repassado aos clientes finais em todo o território nacional.
A decisão foi tomada recentemente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), visando beneficiar quem paga as contas em dia e estudantes, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto do Desenrola Adimplentes para o trabalhador
O programa Desenrola Adimplentes contará com um montante de R$ 3 bilhões. A expectativa do Ministério da Fazenda é atingir cerca de 500 mil pessoas que possuem dívidas com taxas de juros muito elevadas.
A ideia é que os bancos troquem dívidas caras por novas linhas com juros de, no máximo, 1,99% ao mês. Isso permite que trabalhadores informais reduzam o peso das parcelas mensais que já vêm pagando em dia.
Como contrapartida, quem aderir ao programa terá o CPF bloqueado para acesso a plataformas de apostas, as chamadas bets, pelo período de seis meses, visando garantir a saúde financeira do beneficiário.
Fies Empreendedor: apoio aos novos negócios
Já o Fies Empreendedor terá R$ 1 bilhão disponível para estudantes que concluíram o Ensino Superior. O foco aqui é oferecer crédito para que esses jovens iniciem suas próprias atividades profissionais no mercado.
As taxas de juros para esses novos negócios serão de no máximo 11% ao ano, o que equivale a cerca de 0,87% ao mês. É uma oportunidade para financiar capital de giro ou investimentos iniciais na carreira.
Os prazos de reembolso são atrativos, chegando a 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para empresas. Há também períodos de carência onde não ocorre a capitalização de juros para facilitar o início.
O papel da Caixa e do Banco do Brasil na operação
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil atuarão como os agentes operadores desses recursos. Eles devem aplicar 30% de recursos próprios nas linhas, enquanto os 70% restantes virão do governo federal.
Segundo Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas, esse aporte governamental permite que os bancos ampliem a oferta de crédito utilizando menos capital próprio, incentivando a adesão das instituições ao projeto.
A equipe econômica acredita que, mesmo com juros menores, os bancos se sentirão motivados a participar para evitar a perda de clientes via portabilidade e para estreitar o relacionamento com bons pagadores.
A fonte original é a Estadão.







