O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia promete transformar o cenário econômico nacional, com a expectativa de injetar até US$ 1 bilhão nas exportações brasileiras nos próximos 12 meses.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, identificou 543 oportunidades comerciais diretas geradas pela redução imediata de tarifas em cerca de 5 mil produtos nacionais.
Este movimento estratégico busca integrar produtores de diversos tamanhos ao mercado europeu, que movimenta anualmente trilhões de dólares, conforme divulgado pelo Estadão.
Impacto econômico e abertura de novos mercados para o Brasil
Oportunidades imediatas e redução tarifária
A União Europeia é um dos maiores compradores do mundo, importando cerca de US$ 3 trilhões por ano. Atualmente, o bloco já responde por 14% de todas as exportações brasileiras enviadas ao exterior.
Segundo Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil, “O acordo envolve 9.500 produtos, sendo que 5 mil já estão com tarifa zero. Nosso papel é apoiar empresas a se prepararem para exportar, especialmente pequenas e médias”.
Para auxiliar os empresários, foi lançado o Painel Acordo Mercosul-União Europeia. A ferramenta ajuda a identificar chances por produto, tarifa e concorrência no mercado internacional de forma simplificada.
Sucesso no campo e na indústria tecnológica
O limão-taiti é um exemplo prático de sucesso. Graziela Maria Tagliari Van Ham, da Citrus Tree, afirma que “cada redução tarifária melhora nossa capacidade de negociação” frente a concorrentes globais.
No setor industrial, a fabricante de máquinas Bralyx também enxerga o Acordo Mercosul-União Europeia como um motor para acelerar a internacionalização de tecnologias brasileiras em diversos países do continente europeu.
A competitividade do Brasil no exterior vai além dos custos. Roberto Rosa, diretor da Sogenave, destaca que o diferencial cultural, ou a brasilidade, funciona como um ativo estratégico valioso no setor de alimentos.
Diversificação da pauta exportadora brasileira
Especialistas acreditam que o tratado pode corrigir a dependência excessiva de commodities. Aloysio Nunes Ferreira, da ApexBrasil, pontua que o acordo amplia o espaço para produtos industrializados de valor agregado.
Márcio Elias Rosa, do MDIC, reforça que o pacto é um instrumento de fortalecimento industrial. A iniciativa deve impactar positivamente a inovação, o emprego e a renda em diversas regiões do território nacional.
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que o Brasil ampliará de 12% para 31% sua corrente de comércio coberta por acordos preferenciais, fortalecendo a posição do país como um player global relevante.
A fonte original desta notícia é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







