A Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto para investigar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. O foco inicial das autoridades foi a Reag Investimentos.

Após a ação policial, executivos deixaram a empresa para fundar a Asarock, levando consigo dezenas de fundos e clientes. O movimento gerou o que investigadores chamam de uma espécie de Reag 2.0.

Esse novo negócio opera em parceria com o grupo ID, que também é alvo de investigações por fraudes bancárias. Entenda os detalhes desse caso complexo, conforme divulgado pelo Estadão.

O surgimento da Nova Reag e a parceria com o grupo ID

O novo negócio começou com o ex-head comercial Gabriel Pupo Nogueira, que assumiu o controle da Asarock Asset Management. A empresa pertencia anteriormente a um antigo cliente da Reag, Lelio Vieira Carneiro Junior.

Lelio é suspeito de utilizar fundos para driblar a Receita Federal e possui dívidas milionárias com a União. A Asarock agora atua em conjunto com o grupo ID, que pertence a executivos investigados pela PF.

O grupo ID é formado por administradoras e gestoras que foram alvo de buscas recentemente. A suspeita é de envolvimento em fraudes no banco Digimais, utilizando fundos para ocultar prejuízos contábeis bilionários.

Ascensão bilionária em poucos meses na Faria Lima

As empresas envolvidas, embora pouco conhecidas anteriormente, apresentaram um crescimento meteórico. A Asarock, comandada pelos egressos da Reag, alcançou R$ 15 bilhões sob gestão em um tempo recorde no mercado.

Paralelamente, a administradora ID saltou de R$ 5 bilhões para impressionantes R$ 40 bilhões na sua carteira de investidores. Esse volume financeiro levanta alertas sobre a rapidez e a origem dessas movimentações.

Dos mais de 600 fundos sob tutela desse novo grupo, pelo menos 50 foram migrados diretamente da Reag. O crescimento acelerado assemelha,se ao modelo da gestora que foi liquidada pelo Banco Central no início de 2025.

A conexão com clientes investigados e sonegação

Um dos pontos centrais da investigação é a ligação com Lélio Vieira Carneiro Junior. Ele é suspeito de usar uma teia de fundos para esconder patrimônio e evitar cobranças que superam R$ 250 milhões da União.

Mesmo após deixar formalmente a sociedade da Asarock, Lélio manteve influência significativa. Fundos atribuídos ao seu grupo familiar continuam sob gestão, desafiando ordens de bloqueio da Justiça Federal.

Em sua defesa, Lélio afirma ter sido incluído indevidamente no processo e nega qualquer prática de sonegação. Ele sustenta que a venda da gestora foi uma operação regular e que não possui mais vínculo societário.

O histórico dos envolvidos e as fraudes no setor

O grupo ID possui sócios com passagens por instituições polêmicas. Entre eles estão ex-executivos do antigo Banco Máxima, que deu origem ao Banco Master, ambos alvos de recentes liquidações e investigações criminais.

A Operação Carbono Oculto revelou que fundos de investimentos foram usados para esconder bilhões de reais de empresários do setor de combustíveis. Os ativos pertenciam aos donos das distribuidoras Copape e Aster.

A Polícia Federal aponta que esses fundos compravam imóveis e refinarias por meio de empresas de fachada. O objetivo era ocultar os verdadeiros donos, envolvidos em esquemas de corrupção e lavagem para o PCC.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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