A discussão sobre o futuro da economia brasileira ganha um novo fôlego com a proposta de uma revisão profunda nas regras fiscais. O objetivo central é criar uma estrutura mais rígida e previsível para o país.
A sugestão envolve a criação de um Superteto de gastos, que funcionaria como um limite real para as despesas públicas. A ideia é evitar que gastos extras sejam empilhados sem critérios claros no orçamento.
Este modelo faz parte de um conjunto de propostas para a gestão federal entre os anos de 2027 e 2030, visando dar maior segurança aos investidores e à sociedade, conforme divulgado pelo Estadão.
O que muda com o Superteto de gastos no orçamento
O ponto central da proposta é a criação de uma Super PEC, que reuniria todas as regras de gastos em um único dispositivo. Isso incluiria ajustes no salário mínimo e em outras vinculações importantes.
Atualmente, muitas despesas acabam sendo classificadas como extrateto para não afetar as metas fiscais. O Superteto de gastos acabaria com essa prática, estabelecendo um limite que deve ser absoluto e respeitado.
Definindo valores e limites reais para o país
Para o planejamento de 2027, sugere-se usar a despesa primária de 2026, estimada em R$ 2,6 trilhões, como base real. Somente os créditos extraordinários para desastres ficariam de fora desse cálculo anual.
A única rubrica que ficaria de fora seria o componente de créditos extraordinários, pela simples razão de que, no começo do ano, não se sabe qual a despesa que terá de ser feita, diz o texto original.
Indexação e o crescimento real das despesas
A proposta sugere que o Superteto de gastos cresça de forma controlada. Uma das opções é limitar o aumento a 70% do crescimento real da receita, mantendo o equilíbrio fiscal sustentável a longo prazo.
Outra alternativa seria a regra do IPCA mais 1,5%. Segundo a proposta, com o PIB crescendo 2% ao ano, a despesa pública cairia de 19,2% para 17,4% do PIB em um período de dez anos, garantindo mais fôlego.
Uma freada de arrumação para a economia
A ideia é que ocorra uma freada de arrumação em 2027. Isso permitiria que o governo retomasse o controle total sobre as contas, garantindo que o teto seja uma restrição efetiva e não apenas uma referência.
Essas medidas seriam acompanhadas por regras específicas para garantir que o Superteto de gastos seja respeitado, evitando que o endividamento brasileiro cresça de forma descontrolada nos próximos anos.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







