PGR Paulo Gonet avalia situação de Bolsonaro após polêmica envolvendo arma de fogo
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou um parecer crucial ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (25). O documento aborda a polêmica sobre uma arma apreendida com um dos seguranças de Jair Bolsonaro.
O caso ganhou repercussão após o armamento ser localizado durante uma fiscalização de rotina em Brasília. A manifestação da PGR era muito aguardada, pois pode influenciar a situação jurídica do ex-mandatário, que cumpre medidas restritivas.
De acordo com o parecer, Gonet acredita que o episódio ainda está em fase inicial de apuração e não demonstra uma violação imediata das regras impostas pela Justiça, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Investigação em estágio inicial
Em sua manifestação ao STF, o procurador Paulo Gonet destacou que o episódio noticiado está em estágio inicial de esclarecimentos na instância própria. Para ele, não há, neste momento processual, indícios de falta disciplinar.
O procurador acrescentou que prefere aguardar o fim da apuração do caso, que é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo Gonet, isso é necessário para ter um juízo final e mais abrangente sobre os fatos ocorridos.
A justificativa de Jair Bolsonaro
O ex-presidente prestou depoimento à Polícia Civil e confirmou ser o proprietário da arma. Ele explicou que o equipamento era necessário para a segurança de sua família, composta pela esposa Michelle, sua enteada e sua filha.
“Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”, afirmou Bolsonaro ao delegado. O ex-mandatário, que cumpre prisão domiciliar, justificou que a posse visava a proteção do ambiente doméstico diante de possíveis ameaças.
Questionamentos de Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, demonstrou preocupação com o fato. Ele lembrou que a Lei de Execução Penal define como falta grave possuir instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem de forma indevida.
Moraes solicitou o parecer para avaliar se o episódio impactaria na renovação da prisão domiciliar, cujo prazo terminava nesta quinta. O ministro questionou o reparo da arma ocorrer justamente às vésperas do encerramento do período de 90 dias.
A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política e você pode conferir a matéria completa neste link: Notícias ao Minuto Brasil – Política








