O escândalo das Americanas ganhou novos capítulos com a intensificação das investigações sobre as fraudes contábeis. O foco recai agora sobre os principais acionistas e o patrimônio acumulado por décadas.

A Polícia Federal cumpre mandados que buscam esclarecer o nível de conhecimento dos sócios sobre as irregularidades. A operação atinge figuras centrais do mercado financeiro e grandes bancos brasileiros.

Jorge Paulo Lemann, sua família e Beto Sicupira são os nomes de maior peso entre os investigados, acumulando impérios globais que vão de cervejarias a redes de fast-food, conforme divulgado pelo Estadão.

Investigação aponta fraudes e coloca patrimônio de bilionários em risco

Os alvos da operação, incluindo Paulo Lemann e Beto Sicupira, já integraram o Conselho de Administração da varejista. A investigação busca provas de que eles teriam conhecimento das fraudes praticadas ao longo de anos.

A Americanas informou que “seguirá colaborando com as investigações” e afirmou ser “a maior interessada no esclarecimento dos fatos”. O bloqueio de bens determinado pela Justiça pode chegar ao limite de R$ 54 bilhões.

O império da 3G Capital e as participações globais

Jorge e Beto são sócios na 3G Capital, empresa de private equity que controla gigantes como a AB InBev, maior cervejaria do mundo. O grupo também possui fatias relevantes na Restaurant Brands International.

Essa holding é a responsável por marcas famosas como Burger King e Tim Hortons. Até 2024, os empresários também detinham uma participação significativa na Kraft-Heinz, fabricante de condimentos conhecida mundialmente.

A fortuna estimada da família Lemann e de Sicupira

No ranking de bilionários da revista Forbes, a família Lemann aparece na terceira colocação entre as mais ricas do Brasil. O patrimônio estimado é de US$ 19,8 bilhões, envolvendo diversos setores da economia.

Beto Sicupira e sua família ocupam a oitava posição na mesma lista, com fortuna de US$ 6,9 bilhões. A maior parte dessa riqueza provém de suas ações na AB InBev, na qual ele detém cerca de 3% de participação.

Bloqueio bilionário e o envolvimento de grandes bancos

Além dos acionistas, a operação atinge executivos de bancos como Itaú, Bradesco e Santander. O Bradesco afirmou que acompanha o caso, enquanto o Santander disse que “está ao lado das partes prejudicadas na apuração das fraudes”.

As buscas ocorrem no Rio de Janeiro e em São Paulo, focando em esclarecer a responsabilidade sobre o rombo financeiro. O espaço para a defesa dos citados permanece aberto para manifestações futuras sobre as acusações.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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