O estado de São Paulo está prestes a dar um passo histórico na sua infraestrutura energética com a inauguração de uma solução inovadora. O foco principal é garantir que a rede suporte a chegada de novos empreendimentos tecnológicos de grande escala.

Essa iniciativa surge como uma resposta direta à crescente demanda por estabilidade, especialmente vinda de setores que consomem eletricidade de forma massiva e ininterrupta. A modernização promete transformar a gestão da rede elétrica estadual.

O projeto foi detalhado pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro, conforme divulgado pelo Estadão.

A revolução da tecnologia inédita na transmissão de energia em São Paulo

O que é o sistema Dynamic Line Rating (DLR)?

A grande novidade atende pelo nome de Dynamic Line Rating (DLR). Diferente dos modelos tradicionais, esse recurso utiliza sensores digitais e monitoramento de dados climáticos em tempo real para avaliar a rede.

Com essa inteligência, é possível aumentar o transporte de eletricidade pelas linhas existentes sem a necessidade de obras físicas pesadas. Isso evita a construção de novas torres ou a troca de cabos quilométricos.

De acordo com Thiago Prado, “a transmissão passará a ser variável para o operador, formando mais um elemento de flexibilidade e postergação de novos investimentos na rede elétrica”, explicou o executivo.

Foco total na expansão de data centers

A escolha de São Paulo para essa tecnologia inédita não é por acaso. O estado concentra a maior demanda por data centers, instalações que exigem uma quantidade gigantesca e estável de energia para operar.

Dezenas de projetos desses centros de processamento de dados já foram mapeados pela EPE e pelo ONS. O objetivo é liberar o fluxo de energia de forma rápida para não frear o desenvolvimento tecnológico regional.

Além do DLR, o plano inclui o uso de baterias para armazenamento e sistemas eletrônicos avançados para estabilizar a tensão e controlar o fluxo energético nas linhas já em operação no estado de São Paulo.

Desafios para um futuro de energia descentralizada

O planejamento energético brasileiro também olha para a descentralização. Segundo Prado, o desafio atual é o avanço dos Recursos Energéticos Distribuídos sem os sinais econômicos adequados, o que gera problemas na governabilidade.

Para ele, o futuro exige maior controle e digitalização. Tecnologias como medidores inteligentes e a eletrificação da indústria e dos transportes são fundamentais para que o sistema consiga equilibrar oferta e demanda.

“A mobilidade pode fazer sua parte a partir de carregadores inteligentes, que em conjunto com os medidores podem compor uma maior flexibilidade e consumo participativo, com riqueza de informação”, afirmou Prado.

O equilíbrio entre oferta e regulação

Outro ponto crítico discutido foi o excesso de oferta em determinados momentos, que exige cortes na geração centralizada. O uso de baterias e a integração com distribuidoras aparecem como soluções para esse impasse técnico.

O presidente da EPE reforçou que estabelecer mecanismos regulatórios precisos será o maior desafio. É necessário equilibrar as novas tecnologias com a realidade do mercado e a infraestrutura das redes de distribuição.

A meta final é criar um ecossistema onde a informação circule tão livremente quanto a própria eletricidade, garantindo que o Brasil, e especialmente São Paulo, continuem competitivos na era digital e da inteligência artificial.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir a matéria original clicando no link: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/tecnologia-inedita-para-suportar-novos-data-centers-sera-inaugurada-em-sao-paulo/

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