Gestoras bilionárias disputam controle da Raízen em plano de recuperação
O mercado financeiro nacional está em polvorosa com a movimentação em torno dos créditos da Raízen, gigante do setor de energia. Pelo menos cinco grandes gestoras especializadas em ativos problemáticos entraram na disputa.
Com uma dívida total que chega à casa dos R$ 65 bilhões, a empresa se tornou o foco de grupos como IG4 Capital, Makalu e Laplace. O objetivo central é aproveitar o plano de recuperação para assumir fatias estratégicas do negócio.
A estratégia principal envolve a transformação de dívidas em participações societárias, o que pode mudar drasticamente o controle e a gestão da gigante brasileira, conforme divulgado pelo Estadão.
A conversão de dívidas em ações da Raízen
O plano de recuperação extrajudicial da Raízen, homologado recentemente, traz uma proposta ousada de conversão de 45% das dívidas em ações. Atualmente, esses papéis são negociados com valores considerados baixos no mercado financeiro.
Com essa troca, a previsão é que os credores passem a deter cerca de 80% do capital da companhia. Esse cenário cria uma oportunidade para investidores que buscam recuperar valores maiores reduzindo o desconto implícito na negociação.
Especialistas apontam que a diversidade de credores, como bancos e detentores de títulos agrícolas, pode resultar em uma empresa sem controle definido. Isso traz implicações diretas na governança e na gestão futura da organização.
Estratégias específicas para cada setor do negócio
Diferentes gestoras possuem olhares distintos sobre os ativos da companhia. A Makalu, por exemplo, pretende focar nos créditos das operações de açúcar e etanol, utilizando sua experiência prévia em reestruturações do segmento sucroenergético.
Já a Geribá Investimentos estaria voltada para os créditos relacionados ao setor de combustíveis. Enquanto isso, a Laplace mantém conversas com bancos para criar veículos de gestão dessas novas ações, visando uma saída estruturada.
A Mapa Capital também entra no jogo com a bagagem de ter assumido o controle de grandes varejistas anteriormente. O foco desse grupo é o saneamento financeiro da companhia para permitir que as ações voltem a subir na bolsa de valores.
A ofensiva da IG4 Capital pelo controle
A IG4 Capital já iniciou rodadas de conversas individuais com os bancos e detentores de títulos. A gestora apresentou três opções de aquisição, que variam entre pagamento em dinheiro e troca por direitos creditórios futuros.
O grande argumento da IG4 é a capacidade de realizar uma gestão profissional e unificada, agindo como um sócio controlador único. Eles defendem que essa estrutura é fundamental para recuperar o valor de mercado da empresa no longo prazo.
Para que o plano da gestora avance, é necessário obter a adesão de credores suficientes para garantir 50% mais uma das ações convertidas. O prazo final para toda essa reestruturação societária está previsto para março de 2027.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo






