O setor de bebidas no Brasil passa por uma transformação estratégica sob o comando de Carlos Lisboa, presidente da Ambev. O executivo defende que o consumo de cerveja no país precisa se desprender da dependência exclusiva dos bares e dos finais de semana, buscando novos momentos de relaxamento e refeições.

A estratégia envolve uma reeducação do público sobre as possibilidades da bebida. Conforme dados apresentados, embora o Brasil seja o terceiro maior mercado mundial, o país não figura entre os 20 primeiros no consumo médio, o que sinaliza uma oportunidade de crescimento comparável ao México, conforme divulgado pelo Estadão.

Essa abordagem reflete o desejo de Lisbôa de deixar um legado de inovação e versatilidade na companhia. O objetivo é diversificar o portfólio para incluir produtos que atendam a diferentes perfis de consumidores e ocasiões, mantendo a eficiência operacional que é marca registrada da gestão 3G na organização.

Inovação no portfólio e novas ocasiões de consumo

A Ambev tem focado intensamente em opções que vão além da cerveja tradicional. Produtos com zero álcool, zero glúten e variações saborizadas já demonstram relevância no volume total de vendas. Para o CEO, essa evolução não significa substituir a bebida convencional, mas oferecer alternativas para quem busca escolhas equilibradas.

Potencial de crescimento e o modelo mexicano

Lisboa ressalta que o Brasil possui um mercado com alta afinidade pela cerveja, mas ainda subdesenvolvido. Ao comparar com o México, o executivo aponta que é possível elevar o consumo médio através de estratégias de mercado que criem novos motores de expansão, diminuindo a dependência de fatores puramente demográficos ou econômicos.

Aposta na Copa do Mundo como plataforma

A próxima Copa do Mundo é vista como um catalisador fundamental para a categoria. A empresa pretende usar o evento para expandir a presença de marcas como a Michelob Ultra. A expectativa é que o torneio ajude na recuperação de bares e restaurantes, canais que enfrentaram desafios significativos no último ano.

A união entre eficiência financeira e criatividade

Questionado sobre a conciliação entre o rigor da escola de gestão 3G e a busca por novos sonhos, Lisboa afirma que os conceitos são complementares. A digitalização e a eficiência operacional fornecem o suporte financeiro necessário para que a empresa possa arriscar em inovações e no desenvolvimento de novas avenidas de crescimento.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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