Oportunidades no crédito no agronegócio e a expansão tecnológica no campo
O mercado financeiro voltado para o campo brasileiro está em plena transformação, com novas estratégias para impulsionar a produção rural através de recursos robustos. O cenário atual mostra uma movimentação intensa de gestoras.
A Audax Capital é um exemplo claro desse movimento, projetando operar até R$ 3,2 bilhões em crédito no agronegócio ainda este ano. A meta é que o setor rural passe a representar metade de suas operações totais.
Além do crédito direto, o setor vive uma onda de aportes em tecnologia de silos, biologia molecular e biocombustíveis, transformando a cadeia produtiva nacional, conforme divulgado pelo Estadão.
A estratégia de proximidade da Audax Capital
A Audax Capital, sediada em São Luís de Montes Belos (GO), planeja um salto significativo em suas operações de crédito no agronegócio. A meta é atingir um volume entre R$ 3 bilhões e R$ 3,2 bilhões em 2025.
O CEO Pedro Da Matta destaca que o espaço para gestoras independentes cresceu com o recuo de grandes bancos. Segundo ele, “Não é só chegar e distribuir crédito de qualquer maneira”, reforçando a importância de conhecer a região.
A empresa utiliza automação e análise de dados para selecionar clientes e reduzir riscos. Atualmente, os atrasos na carteira são baixos, inferiores a 1%, garantindo uma operação saudável para os fundos de investimento da casa.
Biocombustíveis e o suporte do Banco do Brasil
O Banco do Brasil também reforça seu papel no financiamento rural, alcançando R$ 8,9 bilhões em crédito para o setor de biocombustíveis. O foco são as grandes usinas de etanol de cana e milho e fabricantes de biodiesel.
Francisco Lassalvia, vice-presidente do BB, afirma que “Nosso apoio aos biocombustíveis é sólido e crescente. É um setor que movimenta US$ 40 bilhões por ano e reúne competitividade econômica, relevância social e protagonismo ambiental”.
Esses recursos são fundamentais para a modernização de fábricas e aquisição de equipamentos. O montante faz parte de uma carteira sustentável ainda maior, que soma R$ 421 bilhões em áreas como energia renovável e infraestrutura verde.
Monitoramento digital e inovação em silos
A tecnologia também recebe investimentos pesados, como os R$ 15 milhões aportados pela multinacional AGI para produzir o BinManager no Brasil. O sistema foca no monitoramento digital de silos para evitar perdas na armazenagem.
Guilherme Kariya, diretor da AGI Brasil, explica que “O objetivo é aumentar a competitividade da indústria nacional ao substituir componentes importados por matéria-prima local e mão de obra especializada”, adaptando o sistema ao clima local.
Essa iniciativa visa reduzir a dependência de tecnologia estrangeira e melhorar a eficiência dos produtores brasileiros. O investimento inclui a criação de um centro de desenvolvimento voltado para soluções de precisão no campo.
Novos investimentos em pecuária e biotecnologia
No setor de pecuária, a Saexi investirá R$ 5,5 milhões em produção intensiva de leite em Minas Gerais. A meta é utilizar a genética da raça simbrasil para alcançar uma produção diária de 12 mil litros na primeira fase do projeto.
Já a Loccus, focada em biologia molecular, está estruturando uma gerência exclusiva para o setor rural. A empresa planeja investir R$ 3,3 milhões em pesquisas voltadas para a sanidade animal e precisão em laboratórios agropecuários.
Com um faturamento anual de R$ 90 milhões, a Loccus pretende elevar sua participação no agro em 30%. O foco é atender fabricantes de bioinsumos e cooperativas, reforçando a importância da ciência no crédito no agronegócio moderno.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes na matéria original através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







