O setor da agropecuária brasileira vive um momento de tensão e negociações intensas em Brasília. A bancada ruralista busca garantir condições mais favoráveis para os produtores que enfrentam dificuldades financeiras crescentes.

A principal demanda envolve a renegociação de dívidas rurais com taxas de juros reduzidas. Os parlamentares defendem que os índices fiquem abaixo de dois dígitos para evitar o colapso de muitos produtores no campo.

O debate ganhou força em reuniões recentes com o Ministério da Fazenda, onde se discute o alcance social e econômico das medidas, conforme divulgado pelo Estadão.

Desafios do crédito e a pressão por juros menores no agronegócio

A bancada da agropecuária defende juros abaixo de dois dígitos e a inclusão de produtores rurais com perda de renda na proposta de renegociação das dívidas rurais. Os termos foram discutidos com o Ministério da Fazenda nesta terça-feira.

O governo, por sua vez, defende que a repactuação seja restrita a produtores afetados por perdas decorrentes de intempéries climáticas. Ainda não há definição se a proposta será por medida provisória ou projeto de lei.

Disputa pelas taxas de juros anuais

Segundo o relator do projeto na Câmara, deputado Afonso Hamm, a Fazenda propôs juros de 6% para pequenos, 10% para médios e 12% para grandes produtores. As taxas são maiores que as previstas pelo projeto de lei da renegociação.

O parlamentar afirmou a jornalistas após a reunião que “Nós entendemos que tem que ficar abaixo de dois dígitos”. A proposta original dos produtores prevê taxas entre 3,5% e 7,5%, dependendo do porte do produtor rural.

Prazos de pagamento e carência em discussão

Outro ponto de discórdia é o prazo para quitação. O governo prevê oito anos para o pagamento, incluindo dois anos de carência. Já o projeto de lei sugere 13 anos de prazo, com três anos de carência para o setor produtivo.

O deputado Alceu Moreira afirmou que “Está em discussão a criação de uma linha com juro diferenciado e com tratamento diferenciado para quem perdeu tudo pela chuva e pela seca, que não é a mesma questão daqueles produtores que perderam por questões comerciais”.

Impacto fiscal e o futuro da proposta no Congresso

O projeto de renegociação tem potencial de alcançar R$ 100 bilhões em dívidas. A bancada estima um custo de R$ 65 bilhões em 13 anos, mas a Fazenda calcula um impacto fiscal de R$ 140 bilhões, o que gera resistência.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve atuar como mediador entre o governo e a bancada. Lideranças do agro afirmam que a proposta atual do governo ainda está muito distante do necessário para enfrentar a crise no campo brasileiro.

A fonte original é a [Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo] e você pode ler a matéria completa no link: https://www.estadao.com.br/economia/agronegocios/agro-juros-abaixo-dois-digitos-renegociacao-produtores-perda-renda/

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