A SpaceX está prestes a protagonizar a maior oferta inicial de ações da história, buscando captar US$ 75 bilhões e elevando seu valor de mercado a níveis astronômicos no cenário global.
Esse montante coloca a empresa de Elon Musk acima do Produto Interno Bruto de países inteiros, como a Turquia, transformando a companhia privada em uma verdadeira potência geopolítica atual.
O movimento fortalece a capacidade da empresa de influenciar padrões tecnológicos, regulamentações e até decisões estratégicas de grandes potências, conforme divulgado pelo Estadão.
O poder político das megacorporações tecnológicas
Com a promessa de chegar a Marte a bordo de foguetes reutilizáveis, a SpaceX atinge um valor de mercado de US$ 1,7 trilhão, superando a soma de todos os bens e serviços da Turquia.
Essa transação posiciona a companhia entre as dez mais valiosas do mundo, fortalecendo sua influência em políticas industriais, padrões de inteligência artificial e importantes questões globais.
Empresas como a SpaceX e a Tesla movimentam tanto dinheiro que podem condicionar o mercado e eleger presidentes, analisa André Sacconato, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.
Lobby e influência nos bastidores do poder
Nos últimos anos, Musk ocupou cargos públicos nos EUA e teve acesso direto ao núcleo da Casa Branca, enquanto sua empresa reduziu custos de acesso ao espaço e virou arma contra a China.
De acordo com o The New York Times, bilionários foram responsáveis por 19% das contribuições para campanhas federais em 2024, despejando quase US$ 3 bilhões em doações diretas ou comitês.
As corporações exercem influência direta ao financiar campanhas, projetos governamentais e até a vida pessoal de parlamentares, oferecendo viagens e patrocínios, complementa o especialista Sacconato.
Dependência governamental de infraestrutura privada
Atualmente, o maior cliente da SpaceX é o governo norte-americano, que já destinou mais de US$ 17 bilhões em contratos para a companhia de transporte espacial desde o ano de 2015.
O governo depende dessas empresas para manter a hegemonia em setores críticos, pois sem elas o Estado não sustentaria sua posição de superioridade global em áreas de tecnologia de ponta.
Essa dependência cria um impasse, pois a capacidade de agir contra essas companhias ou implementar regulações rigorosas fica limitada pelo papel essencial que elas desempenham na infraestrutura.
Regulação e o futuro das Big Techs no mundo
Para Ana Frazão, professora da UnB, o poder se intensifica com o controle das narrativas, difundindo a ideia de que regular a tecnologia prejudica a inovação, o que inibe legisladores e juízes.
A influência é complexa porque essas empresas controlam infraestruturas essenciais da vida social, como satélites, sistemas de pagamento, nuvem, dados e também canais de comunicação digital.
O desafio das democracias modernas não é evitar o relacionamento com grandes corporações, mas garantir que o interesse público seja preservado diante de tamanha concentração de poder econômico.
A fonte original desta notícia é o [Estadão] e você pode conferir a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







