O governo federal se prepara para um segundo semestre intenso de infraestrutura. Para atingir a meta ambiciosa de realizar 13 leilões rodoviários em 2026, a gestão precisará manter um ritmo acelerado de dois certames mensais nos próximos meses, equilibrando a entrega de projetos com um cenário de limitações orçamentárias.

A agenda, que combina novos projetos e repactuações, atravessa um momento de atenção redobrada devido ao bloqueio de verbas em órgãos reguladores e ministérios. O desafio é transformar esse planejamento em realidade sem comprometer a qualidade dos contratos, conforme divulgado pelo Estadão.

Apesar das incertezas, o setor privado mantém o apetite pelos ativos brasileiros. Especialistas apontam que a prioridade deve ser a consistência técnica das modelagens para evitar problemas futuros, em vez de focar apenas no cumprimento numérico das metas de concessões.

O desafio dos leilões de rodovias em 2026

Até o momento, apenas duas licitações foram realizadas em 2026, concentrando quase 85% dos certames previstos para o segundo semestre. O retorno das atividades acontece em julho, com o leilão da importante Régis Bittencourt, sendo este o único com data confirmada até agora.

Foram 24 licitações desde 2023

O ministro dos Transportes, George Santoro, reafirmou que o objetivo de 13 leilões será alcançado. Segundo o governo, a gestão atual soma 24 licitações desde 2023, totalizando mais de R$ 260 bilhões em investimentos contratados para modernizar a malha rodoviária nacional.

Órgãos passam por restrições orçamentárias

O avanço dos projetos ocorre em um ambiente de aperto financeiro. O governo bloqueou R$ 8,3 bilhões em pastas de infraestrutura, incluindo R$ 1,7 bilhão do Ministério dos Transportes e R$ 56 milhões da ANTT, o que exige gestão rigorosa para garantir a estruturação técnica dos certames.

O fator das eleições e a continuidade

Diferente de obras públicas diretas, as concessões não são impactadas diretamente pelo calendário eleitoral. Analistas acreditam que, pelo contrário, o governo fará um sprint final para entregar resultados, deixando uma carteira robusta para quem assumir o comando a partir de 2027.

Expectativa do mercado e qualidade

Para o setor privado, o maior risco reside nas questões institucionais e na qualidade dos projetos. Marco Aurélio Barcelos, da ABCR, afirma que ainda há tempo para cumprir as metas, desde que o ritmo de estruturação seja acelerado pelos órgãos competentes nos meses que seguem.

A fonte original é a [Estadão](https://www.estadao.com.br/economia/coluna-do-broad/governo-tera-de-leiloar-duas-rodovias-por-mes-para-atingir-meta-do-ano/)

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