A modernização da administração pública brasileira precisa colocar o ser humano no centro das atenções. Segundo Jessika Moreira, diretora executiva do Movimento Pessoas à Frente, o aprimoramento da gestão de talentos é o caminho para destravar melhorias reais nos serviços prestados à população.

A especialista reforça que a próxima reforma administrativa deve ser um compromisso central do governo. O objetivo é garantir que as diretrizes políticas se transformem em entregas eficientes, otimizando o uso dos recursos públicos e elevando a qualidade do atendimento ao cidadão.

As reflexões foram apresentadas durante o evento Brasil Adiante, conforme divulgado pelo Estadão. Moreira pontuou que o fortalecimento da capacidade estatal é o pilar fundamental para qualquer projeto de desenvolvimento econômico consistente para o País.

A importância das lideranças e da meritocracia no setor público

Para a especialista, um dos pontos mais críticos é a profissionalização das chefias. Ela defende a criação de um sistema nacional de lideranças públicas que selecione profissionais capacitados com base em competências técnicas, indo muito além das indicações políticas tradicionais.

O impacto dessa mudança seria sentido em todas as esferas, visto que a gestão eficaz de equipes é o que permite superar desafios complexos. Segundo Moreira, Lideranças bem preparadas e aptas para superar desafios a partir da boa gestão de suas equipes é um caminho para garantir resultados.

Regulação do trabalho temporário no funcionalismo

Outra preocupação latente é a organização dos contratos por tempo determinado. Atualmente, mais de 50% da rede estadual de ensino é composta por trabalhadores temporários, o que evidencia a urgência de regras mais claras e seguras para esses profissionais.

A proposta do movimento inclui a definição de critérios para avaliações de desempenho e direitos básicos. Dessa forma, busca-se estabelecer uma governança efetiva para esse corpo funcional, garantindo estabilidade e motivação para quem atua na ponta dos serviços públicos.

O combate necessário aos supersalários e privilégios

O debate sobre a remuneração no serviço público também foi central. Moreira criticou a proliferação dos chamados penduricalhos, que distorcem o teto constitucional e geram uma sensação de injustiça, já que 1% do funcionalismo recebe valores muito acima do limite legal.

A especialista apoia projetos que distinguem verbas indenizatórias de remuneratórias. Ela reforça que é preciso barrar o acúmulo de benefícios como quinquênios, que valorizam apenas o tempo de serviço e não o mérito ou a entrega de resultados efetivos para a sociedade brasileira.

Transparência como ferramenta de gestão

Por fim, a agenda de modernização exige camadas robustas de governança e dados abertos. A transparência permite que a sociedade civil e a imprensa monitorem o uso dos recursos, pressionando por um setor público que seja realmente justo com os servidores e eficiente para o povo.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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