A busca pelo crédito consignado privado ganhou um novo fôlego no início deste ano, com os maiores bancos do país intensificando a concorrência por essa fatia do mercado financeiro nacional.

O movimento acontece após um período de cautela, enquanto as instituições aguardam melhorias no sistema do DataPrev, buscando proteger seus balanços contra a inadimplência crescente no cenário econômico atual.

Essa modalidade tem se mostrado uma alternativa segura e barata para milhões de brasileiros, com um crescimento expressivo registrado nos últimos doze meses, conforme divulgado pelo Estadão.

A explosão do crédito consignado privado no Brasil

Em março, a carteira total voltada para funcionários do setor privado atingiu a marca histórica de R$ 100 bilhões, o que representa uma alta impressionante de 142% em relação ao ano anterior.

Apesar do salto, o volume ainda é pequeno perto dos R$ 384 bilhões destinados aos servidores públicos, indicando que existe um enorme espaço para expansão entre os trabalhadores que possuem carteira assinada.

O crédito consignado é visto como um porto seguro, já que o desconto ocorre direto na folha, reduzindo riscos para os bancos e permitindo juros muito menores do que o cartão de crédito tradicional.

Bancos travam disputa pelos clientes CLT

O Itaú lidera o setor com 20% do mercado, elevando sua carteira para R$ 19,5 bilhões. “Estamos crescendo com muita qualidade, com os clientes certos e rentabilidade adequada”, afirmou Milton Maluhy Filho.

Já a Caixa Econômica Federal planeja escalar suas operações após atingir R$ 9 bilhões na modalidade. O banco estatal foca em empresas com grandes quadros de funcionários para alavancar o segmento.

No Bradesco, a participação do consignado privado no portfólio geral ainda é de 6%, mas o crescimento anual de 43% mostra que a instituição está acelerando para não ficar atrás da concorrência direta.

Desafios tecnológicos com o DataPrev

Para que a modalidade cresça ainda mais, o setor cobra melhorias no sistema do DataPrev. O objetivo é facilitar a portabilidade e permitir que o contrato migre automaticamente caso o trabalhador mude de emprego.

Atualmente, a troca de empresa exige novos contratos, o que gera burocracia. O governo trabalha para automatizar processos, com mudanças esperadas para estarem plenamente operacionais até o mês de setembro.

Existe também uma discussão sobre o uso do FGTS como garantia. O Ministério do Trabalho deve liberar que bancos ofereçam essas garantias em seus próprios aplicativos, facilitando o acesso ao dinheiro.

Novas regras contra juros abusivos

Recentemente, o governo publicou uma portaria para evitar taxas consideradas abusivas. A medida prevê punições para bancos que cobrarem juros acima de uma referência calculada pelo Ministério do Trabalho.

Analistas da agência Fitch alertam que as incertezas regulatórias podem dificultar a escala do produto. Mesmo assim, o potencial é gigante devido ao número de brasileiros no setor privado sob o regime CLT.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria completa através do link: https://www.estadao.com.br/economia/consignado-privado-cresce-ano-ganha-espaco-carteira-grandes-bancos/

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