Negociadores da Petrobras e da IG4, que controla a Braskem através do fundo Shine, embarcaram para uma missão decisiva em Nova York. O objetivo central é avançar nas conversas com os detentores de títulos de dívida.
As reuniões ocorrem sob forte pressão e buscam viabilizar o plano de recuperação extrajudicial da companhia. O tempo é curto, pois o cronograma exige definições claras para evitar complicações jurídicas maiores.
O embate envolve cifras bilionárias e o risco iminente de um processo de falência involuntária em tribunais dos Estados Unidos, conforme divulgado pelo Estadão.
Desafios na negociação da dívida da Braskem em Nova York
Os representantes devem permanecer em solo americano até a próxima sexta-feira, dia 6 de dezembro. Este é o novo limite estabelecido pelos bondholders, como são chamados os detentores de títulos internacionais.
A meta é obter a adesão de pelo menos 50% mais um dos credores para o plano de recuperação extrajudicial. Esse documento estratégico precisa ser entregue à Justiça brasileira até o dia 23 de novembro deste ano.
O fantasma do Chapter 11 nos Estados Unidos
Enquanto as conversas avançam, um grupo específico de investidores elevou a tensão ao solicitar o Chapter 11 involuntário na Corte americana. A ação foi movida por fundos geridos pela Bracebridge Capital.
A Braskem possui um prazo de aproximadamente 20 dias para contestar esse pedido internacional. Caso a petroquímica não apresente uma contestação, o processo de recuperação judicial nos EUA pode ser iniciado de imediato.
Propostas financeiras e aportes bilionários
O comitê de credores sugeriu um aporte de US$ 1,85 bilhão pelos acionistas, somado à conversão de igual valor da dívida em ações. Isso reduziria o endividamento total em cerca de US$ 3,7 bilhões.
Por outro lado, a Petrobras sinalizou a intenção de aportar US$ 1,2 bilhão imediato e outros US$ 500 milhões em 2029. A estatal, contudo, mantém uma postura rígida sobre a flexibilização das condições atuais.
Impacto na estrutura de capital da companhia
A dívida total da Braskem gira em torno de US$ 11 bilhões, sendo que os credores externos detêm aproximadamente US$ 7 bilhões desse montante. O sucesso das reuniões em Nova York é vital para a empresa.
Qualquer acerto comercial firmado nos Estados Unidos ainda dependerá de aprovações internas rigorosas dentro da Petrobras. O mercado aguarda com ansiedade o desfecho dessas conversas internacionais nesta semana.
A fonte original desta notícia é o Estadão e o conteúdo completo pode ser acessado através do link: https://www.estadao.com.br/economia/coluna-da-broad/representantes-da-braskem-e-petrobras-vao-a-ny-para-negociar-com-credores/







