O fim da escala 6×1 está cada vez mais próximo de se tornar realidade no Brasil, com negociações intensas entre o governo federal e a cúpula da Câmara dos Deputados para definir os termos finais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, devem se reunir para selar o destino da proposta de emenda à Constituição que promete mudar a vida de milhões de trabalhadores.
O foco da reunião é ajustar os pontos sobre a transição e a implementação da nova jornada de trabalho, buscando um consenso antes da votação oficial, conforme divulgado pelo Estadão.
PEC que acaba com a escala 6×1 avança com apoio do governo
Reunião decisiva entre Lula e Hugo Motta
O relator da proposta, deputado Leo Prates, aguarda o desfecho desse encontro para finalizar seu parecer, que já está com a base pronta para ser lida na comissão especial já na próxima segunda-feira.
A expectativa é que o texto seja votado no colegiado e siga para o plenário da Câmara até o dia 28 de novembro, demonstrando a agilidade que o tema ganhou nos últimos dias no cenário político nacional.
Jornada reduzida para 40 horas semanais
A proposta principal foca em uma redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, garantindo dois dias de folga por semana e proibindo qualquer tipo de redução salarial.
Leo Prates defende um texto enxuto, remetendo detalhes específicos a leis ordinárias e acordos coletivos entre sindicatos e empresas, fortalecendo a negociação direta entre as categorias envolvidas no processo.
A questão da transição para o novo regime
Diferente do que muitos esperavam, o relator negou que haverá uma transição para os dois dias de folga, afirmando que o compromisso é que o novo sistema entre em vigor plenamente já no ano de 2026.
Entretanto, a redução das horas trabalhadas pode ocorrer de forma escalonada ao longo de três anos, com a diminuição progressiva de uma ou duas horas por ano após a promulgação da PEC pelo Congresso Nacional.
Trabalho por aplicativo e previdência social
Paralelamente, especialistas como José Pastore alertam que a regulamentação do trabalho por aplicativos é uma pauta ainda mais urgente para garantir proteção social aos motoristas e entregadores do país.
Para o sociólogo, incluir esses profissionais na Previdência Social é fundamental, enquanto os parlamentares tentam equilibrar a pressão popular pela nova jornada sem prejudicar a sustentabilidade da economia.
A fonte original é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo






