No atual cenário de vendas digitais, a estratégia tradicional de apenas observar os preços do concorrente já não é suficiente. O comportamento de compra migrou para o ambiente das redes sociais, onde a disputa acontece diretamente nas timelines dos usuários a cada interação.

A especialista em varejo digital Lys Prol trouxe uma reflexão provocadora sobre essa nova dinâmica durante a São Paulo Innovation Week. Segundo a analista, o grande desafio das empresas hoje é garantir destaque frente às plataformas, conforme divulgado pelo Estadão.

O impacto dessas mudanças é visível nos números apresentados pela especialista. Cerca de 70% dos brasileiros já adquiriram produtos descobertos via TikTok ou Instagram, evidenciando como a descoberta social impulsiona o consumo moderno e altera o funil de vendas.

A ascensão das redes sociais e o domínio das grandes plataformas

Durante o painel realizado no Pacaembu, Lys Prol destacou que o TikTok Shop tem crescido três vezes mais rápido que o e-commerce tradicional desde maio de 2025. Esse dado reforça que o consumo é impulsionado pela navegação constante.

O modelo de linguagem utilizado pelas redes decide em milissegundos o que será exibido aos usuários. Para a especialista, o consumidor não está comparando lojas, ele está apenas passando o feed e sendo impactado por sugestões que o algoritmo seleciona.

Marcas precisam conquistar o algoritmo para sobreviver

Para se manter relevante, a recomendação é focar em uma estratégia interna mais eficiente. Em vez de gastar energia monitorando apenas a concorrência, as empresas devem olhar para os dados que deixam escapar e buscar tecnologias que otimizem sua presença online.

Lys Prol define que o caminho para competir exige três pilares: coletar dados em tempo real, analisar essas informações com agilidade para tomar decisões rápidas e manter uma constância que ensine ao algoritmo a relevância da sua marca no mercado.

A importância da velocidade na tomada de decisão

A palestrante reforçou que, no mercado atual, a rapidez supera a hesitação. Ao realizar um planejamento muito longo, empresas correm o risco de serem superadas por competidores internacionais que utilizam a inteligência de dados de forma massiva e rápida.

O conselho final é claro: a tecnologia de inteligência artificial deve ser vista como um suporte após a decisão estratégica ter sido tomada. A agilidade em aprender com o feedback do algoritmo é o que determinará quem ganha espaço no varejo digital.

O conteúdo original é do Estadão e pode ser conferido em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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