O Brasil perdeu nesta sexta-feira, 8, um dos nomes mais influentes da economia nacional. O economista Chico Lopes faleceu aos 81 anos, no Rio de Janeiro, após passar mais de uma semana internado no Hospital Pró-Cardíaco.

Ao longo de sua trajetória, ele participou de momentos cruciais da estabilização monetária do país. Conforme divulgado pelo Estadão, o economista foi um dos idealizadores do Plano Cruzado durante a gestão de José Sarney e atuou como assessor informal no Plano Real.

Sua trajetória acadêmica e profissional foi marcada por passagens por instituições renomadas, como a Universidade de Harvard e a PUC-Rio. Ele também teve papel de destaque no Banco Central durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

A trajetória e as marcas deixadas pelo economista na história brasileira

Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, mais conhecido como Chico Lopes, nasceu em Belo Horizonte em 1945. Com uma formação acadêmica robusta, incluindo mestrado pela FGV e doutorado em Harvard, ele se tornou uma referência intelectual entre os economistas brasileiros.

Atuação no Banco Central e o desafio do Plano Real

Lopes integrou oficialmente o governo como diretor do Banco Central entre 1995 e 1999. Em 1999, foi nomeado presidente da instituição, embora sua passagem pelo cargo tenha sido descrita como meteórica, durando apenas 21 dias enquanto enfrentava a desvalorização cambial.

Em entrevista recente, ele relembrou o dilema da época: “A gente tinha uma ideia de que tinha de ter uma mudança ali, tinha de flexibilizar, tinha de soltar o câmbio”. O economista tentou implementar a banda diagonal endógena para gerenciar a flutuação do real.

Controvérsias e a vida após a gestão pública

Sua carreira também enfrentou desafios judiciais, como as investigações sobre o suposto favorecimento aos bancos Marka e FonteCindam. Ele chegou a ser preso pela CPI dos Bancos após se recusar a prestar depoimentos, embora tenha afirmado que os processos foram encerrados.

Nos últimos anos, o economista havia se afastado da gestão pública direta para se dedicar à psicanálise e à escrita. Sobre a nova fase, ele declarou: “Eu estou bem hoje. Estou bastante aposentado. Escrevi um livro sobre psicanálise”.

A fonte original desta notícia é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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