A Petrobras iniciou uma nova fase estratégica com a retomada da produção de ureia na unidade da Araucária Nitrogenados S.A, localizada no Paraná. A fábrica, que estava com suas atividades hibernadas desde 2020, marca um passo decisivo no retorno da estatal ao segmento de fertilizantes.
O projeto de reativação contou com um investimento de R$ 870 milhões. O processo incluiu manutenções profundas, inspeções técnicas rigorosas e a recomposição do quadro de funcionários, conforme divulgado pelo Estadão.
Esta movimentação é vista como um movimento fundamental para fortalecer a soberania nacional no setor. A estratégia busca conectar diretamente a capacidade produtiva da empresa com as necessidades crescentes do agronegócio e da indústria brasileira.
O impacto da reativação da fábrica de ureia para o Brasil
A unidade em Araucária possui capacidade para produzir 720 mil toneladas de ureia por ano, o que representa cerca de 8% do mercado nacional. Além disso, a planta tem potencial para fabricar amônia e o insumo ARLA 32, essencial para o controle de emissões em veículos a diesel.
A estatal reforçou que o projeto de remobilização foi um grande gerador de oportunidades. Durante a fase de preparação, foram criados mais de 2 mil postos de trabalho, enquanto a operação regular da fábrica garante a manutenção de aproximadamente 700 empregos diretos.
Expansão no mercado de fertilizantes
A volta da operação em Araucária complementa as reativações das unidades Fafen-SE e Fafen-BA, ocorridas nos últimos meses. Com as três unidades em plena atividade, a Petrobras estima alcançar uma fatia de 20% do mercado interno de ureia.
O diretor de Processos Industriais da estatal, William França, destacou em nota que a medida reduz a dependência externa. O setor de fertilizantes é considerado estratégico, e os novos investimentos seguem estudos rigorosos de viabilidade técnica e econômica.
Próximos passos e a meta para 2029
O plano de expansão não para por aí. A empresa segue avançando na conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, situada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com operação comercial prevista para o ano de 2029.
Com a entrada em operação da nova planta, a expectativa da companhia é elevar sua participação para cerca de 35% do mercado nacional de ureia. O movimento promete ser um divisor de águas para garantir maior estabilidade ao setor produtivo nacional.
A fonte original deste conteúdo é o Estadão. Confira a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







