A Sabesp deu um passo decisivo em direção à consolidação de suas operações na Grande São Paulo. A empresa comunicou ao mercado a intenção de incorporar a totalidade das ações da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), visando tornar a companhia uma subsidiária integral.

O processo ainda depende de aprovações formais das diretorias e dos acionistas de ambas as partes. Conforme a proposta, os acionistas da Emae receberiam papéis da Sabesp em uma operação de troca, cuja relação final de valores será definida por um comitê independente.

A movimentação ocorre logo após a companhia assumir o controle acionário da Emae, em outubro do ano passado, em uma transação avaliada em R$ 1,1 bilhão, conforme divulgado pelo Estadão.

O objetivo por trás da incorporação da Emae pela Sabesp

A gestão da Sabesp argumenta que a incorporação é essencial para a simplificação da estrutura societária das empresas. O plano busca reduzir custos operacionais e integrar de forma mais eficiente as bases acionárias em um único grupo empresarial focado em infraestrutura.

Além da economia, a união é estratégica para a gestão dos recursos hídricos. A Emae detém o controle de sistemas hidráulicos fundamentais, como as represas que abastecem a usina de Henry Borden, localizada na Serra do Mar, em Cubatão.

Capacidade de reserva de água e sustentabilidade

Um dos pontos centrais da transação é o futuro uso da água. Com a universalização do saneamento básico, existe a expectativa de que as represas da região metropolitana possam ser abastecidas pelos rios Tietê e Pinheiros, aumentando a capacidade hídrica.

Essa integração permitirá um melhor aproveitamento das águas da reversão, fortalecendo a segurança no abastecimento da região metropolitana de São Paulo e otimizando o potencial energético dos ativos que agora ficam sob o comando total da Sabesp.

Detalhes da oferta pública de aquisição

A Sabesp estabeleceu o preço de R$ 61,83 por ação para a Oferta Pública de Aquisição (OPA). Este valor corresponde a 100% do montante pago por ação quando a companhia adquiriu o controle acionário da Emae no final de 2024.

Vale lembrar que a Emae foi vendida anteriormente após um processo de execução de garantias de dívidas do empresário Nelson Tanure. Atualmente, a Sabesp já detém 79,31% do capital social da Emae, reforçando sua posição dominante no setor.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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