O ex‑presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, foi preso após denúncias de que teria recebido cerca de R$ 146 milhões em imóveis de luxo como propina para favorecer o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. A prisão foi decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

Investigações da Polícia Federal, com apoio de auditoria externa contratada pelo próprio BRB, revelaram mensagens de WhatsApp nas quais Costa orientava subordinados a direcionar aportes de fundos ligados a Vorcaro para o aumento de capital do banco estatal. O processo, realizado em maio de 2024, captou R$ 290 milhões de investidores privados.

Segundo o Estadão, a Justiça do Distrito Federal analisará pedido de ressarcimento contra Vorcaro e outros envolvidos, enquanto a defesa de Costa nega as irregularidades alegadas.

Detalhes da operação suspeita

Os diálogos obtidos apontam que Costa definiu, sem transparência, quais fundos poderiam investir no aumento de capital, mesmo sendo vedada a participação direta de fundos vinculados ao Master. Em mensagem, ele escreveu: “Vai dividir em três veículos. Por favor, faça uma nova de 250 mm (milhões)”.

Uso de intermediários para contornar regras

Para viabilizar os aportes, Costa teria criado uma estrutura de triangulação, usando acionistas como intermediários. Essa prática permitiu que fundos administrados pela Reag, Master Corretora e ex‑sócio do Master injetassem recursos de forma indireta, totalizando R$ 290 milhões, abaixo do previsto inicialmente.

Acúmulo de participação acionária

Ao final dos processos, investidores ligados ao Banco Master passaram a deter 23,5 % das ações do BRB, ampliando significativamente sua influência no banco público.

Prejuízo estimado ao BRB

A atual gestão do banco afirma que, entre julho de 2024 e outubro de 2025, foram adquiridas carteiras de crédito do Master e do Will Bank, totalizando cerca de R$ 26 bilhões, muitas delas consideradas “créditos podres” ou inexistentes.

Reação da defesa e do Judiciário

O advogado de Costa, Cléber Lopes, alegou que o Banco Central aprovou toda a documentação do aumento de capital. A defesa de Vorcaro não se pronunciou até o momento.

A Segunda Turma do STF deverá decidir, a partir de quinta‑feira, 22, se mantém a prisão de Costa enquanto o inquérito prossegue.

A investigação ainda aponta que Costa teria solicitado a assessores jurídicos a redação de contratos entre intermediários e fundos, reforçando sua participação direta no esquema.

O BRB já requereu à Justiça que Vorcaro e demais participantes sejam condenados ao ressarcimento integral dos prejuízos, embora ainda não haja decisão final.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Novo empreendimento residencial da Cyrela na Oscar Freire terá marca própria e 150 metros de altura

Prédio de 150 metros na Oscar Freire: Veja o novo gigante de luxo da Cyrela em SP!

Conheça o The One Oscar Freire, o edifício mais alto da via com apartamentos de luxo que chegam a R$ 9 milhões.
Governo de Portugal inicia negociações com Air France e Lufthansa para privatização da TAP

Privatização da TAP: veja as gigantes que disputam a aérea favorita dos brasileiros!

Portugal inicia negociações diretas com Lufthansa e Air France-KLM para vender fatia da companhia aérea.
Fechamento do Estreito de Ormuz pode desequilibrar mercado de petróleo e gás

Fechamento do Estreito de Ormuz pode desequilibrar mercado de petróleo e gás

O Estreito de Ormuz, crucial para o escoamento de petróleo, está no…
Levar inflação à meta é ponto crucial para o equilíbrio das contas públicas e não depende só do BC

Por que o endividamento do governo federal não cai? Entenda o papel da inflação e da Selic hoje!

A dificuldade do Banco Central em levar a inflação para a meta mantém os juros elevados e encarece o custo da dívida pública.