Um caso inusitado de fraude de seguros chocou a Califórnia: três moradores do sul do estado foram condenados por encenarem ataques de um urso a veículos de alta gama e receberem indenizações que somaram mais de US$ 141 mil. O plano envolveu uma fantasia de urso e utensílios de cozinha usados como “garras” para marcar os carros.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Seguros da Califórnia, surgiu após um pedido suspeito de indenização envolvendo um Rolls‑Royce Ghost 2010. As imagens enviadas à seguradora mostravam o suposto animal rasgando o interior do veículo, mas especialistas concluíram que era “claramente um humano vestido com uma fantasia de urso”.

Conforme divulgado pelo Estadão, os réus foram presos em novembro de 2024 e agora enfrentam penas de até seis meses de prisão.

Operação Bear Claw e os passos da fraude

Montagem do ataque

Os acusados contrataram uma pessoa para vestir a fantasia de urso pardo e utilizar utensílios de cozinha adaptados como “garras de carne”. O personagem invadia os carros, arranhava assentos e portas e gravava vídeos que seriam enviados às seguradoras.

Pedidos de indenização fraudulentos

Os moradores de Glendale e Valley Village apresentaram reclamações a três diferentes seguradoras, alegando danos ao interior de um Rolls‑Royce e de dois Mercedes‑Benz. Cada pedido incluía fotos manipuladas e vídeos que simulavam a ação do urso.

Desdobramento da investigação

A operação foi desencadeada quando uma seguradora sinalizou o caso do Rolls‑Royce como suspeito. A partir daí, os investigadores encontraram a fantasia de urso, as “garras” de carne e evidências de que os vídeos foram gravados em uma garagem próxima, usando câmeras de vigilância.

Condenações e consequências

Ruben Tamrazian (26) e Vahe Muradkhanyan (32), ambos de Glendale, foram condenados a 180 dias de prisão e obrigados a pagar mais de US$ 50 mil cada um em indenização. Alfiya Zuckerman (39), de Valley Village, também recebeu 180 dias de prisão, mas ainda aguarda definição do valor a ser ressarcido. Um quarto réu, Ararat Chirkinian, tem julgamento marcado para setembro.

Os três condenados declararam que não iriam contestar a acusação de fraude de seguro, embora não tenha ficado claro se contavam com defesa legal no momento da sentença.

O caso ilustra como a criatividade pode ser usada de forma ilícita para explorar falhas nos processos de indenização de seguros, reforçando a necessidade de investigações rigorosas e tecnologia avançada para detectar fraudes.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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