Com a divulgação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, crescimento de 2,3%, obteve-se uma média de crescimento anual próxima de 3% nos três primeiros anos do governo Lula 3. Trata-se de um desempenho bastante razoável, uma vez que acompanhado de uma inflação controlada, melhora do emprego e renda e de outros indicadores sociais.

Também há que levar em conta as enormes restrições do quadro internacional complexo, os efeitos prevalentes pós-pandemia de covid-19 na desorganização das cadeias internacionais de suprimentos, também pelas guerras Rússia-Ucrânia, IsraelHamas, agora EUAIrã, a crise climática e a guerra comercial, a partir das decisões do presidente norte-americano no que se refere à imposição de tarifas e desordem dos órgãos multilaterais de comércio.

No quadro doméstico, a economia brasileira vive ainda o dilema de baixo investimento (Formação Bruta de Capital Fixo), ainda próximo de apenas 17% do PIB, muito abaixo de padrões internacionais, mesmo considerando os países em desenvolvimento.

Mas também nesse campo há movimento em curso. Os desembolsos do Programa Nova Indústria Brasil (NIB) já somam R$ 300 bilhões e devem atingir R$ 370 bilhões até o final de 2026. Os investimentos totais em infraestrutura incluindo setor público e privado têm atingido níveis recordes e devem chegar a R$ 1 trilhão no acumulado do período 2023-2026.

Cerca de 30% desse montante foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacando ainda o papel do banco na estruturação do financiamento de projetos privados.

Um dos grandes entraves ao desenvolvimento está nas restrições impostas pelas elevadas taxas de juros praticadas por longo período, gerando enormes distorções:

1) Representam um “prêmio” ao ócio, na medida em que, exceto com raríssimas exceções, superam a rentabilidade dos empreendimentos;

2) A rentabilidade das aplicações de curto prazo praticamente se equivalem aos retornos das aplicações de longo prazo;

3) Pressionam o custo de financiamento da dívida pública brasileira, cujo gasto com pagamento de juros atingiu R$ 1 trilhão (8,0% do PIB) em 2025, consumindo parte do esforço fiscal.

As eleições gerais de 2026 representam um ponto relevante de definição dos caminhos a serem trilhados. Mais do que uma disputa polarizada, trata-se da definição das escolhas para o Brasil do futuro. O fundamental é preservar os valores democráticos e republicanos, impedindo retrocessos na busca do desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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