O Estreito de Ormuz, principal rota de saída da energia do Golfo Pérsico, permanece sob controlo rigoroso, gerando incerteza para transportadoras e produtores. Enquanto o Irã declara a passagem “totalmente aberta”, seus militares reforçam a vigilância, deixando o futuro da navegação em aberto.

Especialistas apontam que, mesmo com o fim das hostilidades, os preços da gasolina não deverão cair abaixo de US$ 3 o galão tão cedo, e a escassez de combustíveis de aviação e gás natural pode se estender por semanas. A confiança de que a tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel seja duradoura será decisiva para a retomada dos fluxos.

Segundo a Analista da Veriten, Arjun Murti, “não esperamos que os preços do petróleo – e, portanto, os preços nas bombas – voltem aos níveis de antes da guerra”. A situação ainda é acompanhada de perto por traders, que observam diferenças marcantes entre o contrato futuro do Brent e o preço à vista, refletindo a realidade das refinarias.

Incertezas no Estreito de Ormuz e seu impacto nos preços

Controle rigoroso impede a normalização

Militares iranianos afirmaram que o Estreito permanecerá sob “controle rigoroso”, independentemente da velocidade de abertura. Isso significa que levará semanas para que volumes substanciais de petróleo e gás cheguem aos compradores, e ainda mais tempo para reparar os danos nas instalações da região.

Preço do combustível ainda alto

Mesmo com a queda dos contratos futuros do Brent para US$ 90 o barril, o preço à vista ficou próximo a US$ 99, valor que as refinarias realmente pagam. “Normalmente, essa distinção entre os dois mercados é algo com que especialistas se preocupam”, destaca Spencer Dale, professor visitante da LSE.

Risco de confiança nas rotas marítimas

Um dos maiores fatores que determinará a trajetória dos preços será a percepção de segurança das seguradoras e das empresas de transporte. Enquanto o Irã mantém a ameaça de bloqueios a navios ligados a portos iranianos, os operadores permanecem cautelosos.

Consequências de uma eventual abertura

Se o trânsito for retomado, a prioridade será liberar tanques carregados de energia para a Ásia e a Europa, além de reabastecer embarcações vazias a partir de tanques de armazenamento. Contudo, a guerra causou danos que podem levar até dois anos para serem totalmente reparados, afetando cerca de 10% da oferta global de petróleo.

Para mais detalhes, consulte a fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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