A Petrobras realizou sua assembleia geral anual e renovou metade do conselho de administração. A escolha recaiu sobre Guilherme Mello, atual secretário executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, que substitui Bruno Moretti.

A decisão ocorre em meio a críticas do presidente Lula, que levaram à demissão de um diretor e à devolução de ágio de GLP às distribuidoras, conforme divulgado pelo Estadão.

Além da troca de presidência, a reunião aprovou o orçamento de capital para 2026, a distribuição de dividendos de 2025 e manteve a composição do conselho até 2028.

Composição renovada do conselho de administração

Indicados pela União

Fábio Henrique Bittes Terra, Guilherme Mello, José Fernando Coura, Magda Chambriard (CEO), Marcelo Weick Pogliese e Renato Galuppo.

Indicados pelos acionistas minoritários

Francisco Petros, José João Abdalla, Marcelo Gasparino e Rachel de Oliveira Maia.

Representante dos empregados

Rosângela Buzanelli, eleita pelos funcionários e confirmada pelo representante da União.

Desafios e perspectivas para a Petrobras

Com a alta do petróleo, a estatal se beneficia das vendas de óleo cru, mas enfrenta pressão para controlar os preços dos derivados e proteger o consumidor brasileiro.

Francisco Petros, eleito pelo fundo de pensão Petros, destacou que os próximos dois anos trarão grandes desafios na transição energética e no suprimento de equipamentos, ressaltando a necessidade de governança sólida.

Orçamento de capital aprovado para 2026

A Petrobras aprovou investimentos de R$ 114 bilhões para o próximo exercício, com R$ 83,6 bilhões destinados à exploração e produção, reforçando a estratégia de expansão da produção de petróleo.

Outros destinos incluem R$ 19,9 bilhões para refino, transporte e comercialização, R$ 7,5 bilhões para gás e energias de baixo carbono, e R$ 3 bilhões para o setor corporativo.

Dividendos e juros sobre o capital próprio

A proposta de dividendos para 2025 recebeu aprovação de 84,56% das ações ordinárias, prevendo pagamento de juros sobre capital próprio no total de R$ 41,2 bilhões, equivalente a R$ 3,20 por ação.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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