O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou nesta terça‑feira (14) suas projeções para a economia brasileira, incorporando um efeito positivo da guerra no Oriente Médio. Segundo o relatório “Perspectiva Econômica Mundial”, o organismo agora espera que o PIB do Brasil cresça 1,9% em 2026, alta de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa de janeiro.

A mudança reflete o papel do Brasil como exportador líquido de petróleo, com o conflito elevando os preços da energia e beneficiando países exportadores. O FMI aponta ainda que a guerra pode impulsionar o crescimento do País em 0,2 ponto percentual neste exercício.

Apesar da melhora nas expectativas para 2026, a projeção para 2027 foi recortada, passando a 2% ao ano, consequência da desaceleração da demanda global, custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas. Conforme divulgado pelo Estadão.

FMI eleva projeção para 2026 e explica o impacto da guerra no Oriente Médio

Detalhes da revisão de 2026

O FMI indica que a guerra no Oriente Médio traz um “pequeno efeito líquido positivo” para a economia brasileira, já que o país exporta energia. Essa perspectiva aumenta a projeção de crescimento do PIB de 1,6% para 1,9% em 2026, segundo o relatório de primavera.

Desaceleração prevista para 2027

Para 2027, o organismo recuou 0,3 ponto percentual, estimando um crescimento de 2% no PIB. Os motivos citados são a queda da demanda global, o aumento de custos de insumos como fertilizantes e o aperto nas condições financeiras.

Inflação e desemprego no horizonte

O FMI projeta que a inflação medida pelo IPCA fique em 4% em 2026, abaixo dos 5% esperados para 2025, enquanto a taxa de desemprego deve subir para 6,8% no mesmo período. Em 2027, a inflação cairia para 3,4%, mas o desemprego subiria a 7,4%.

Perspectiva global

O Fundo reduziu a projeção de crescimento do PIB global de 2026 de 3,3% para 3,1% e manteve a previsão de 3,2% para 2027. A entidade alerta que a guerra no Oriente Médio pode gerar custos humanitários, danos à infraestrutura e interrupções no comércio marítimo e aéreo, afetando preços de commodities e pressões inflacionárias.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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