A diferença entre os preços praticados nas refinarias da Petrobras e os valores do mercado internacional voltou a crescer nesta segunda‑feira, 30. O diesel registrou uma defasagem de R$ 3,05 por litro e a gasolina, de R$ 1,61 por litro. O cenário se agravou com a alta do barril de petróleo, que superou US$ 115, reflexo da crise no Oriente Médio.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a disparidade alcançou 84 % no diesel e 64 % na gasolina, valores que inviabilizam novas importações. As janelas de importação do diesel permanecem fechadas há 76 dias, enquanto as de gasolina já estão encerradas há 33 dias, gerando alerta de desabastecimento caso o conflito continue.

Com a situação descrita, o Brasil – que importa entre 20 % e 30 % do diesel consumido – pode enfrentar escassez se a guerra no exterior se prolongar. A reportagem original do Estadão traz os detalhes (conforme divulgado pelo Estadão).

Impactos da defasagem nas refinarias da Petrobras

Preço interno acima do internacional

Os dados atualizados pela Abicom apontam que a diferença de preços impede que importadores comprem combustível no mercado externo. Como consequência, os consumidores podem sentir o efeito no bolso, diante de reajustes que seguem a fórmula própria da estatal.

Comparativo com a refinaria de Mataripe

Na Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe (Bahia), os ajustes são feitos semanalmente. Mesmo com reajustes frequentes, os preços ainda ficam 10 % abaixo do mercado internacional para o diesel e 3 % mais baratos para a gasolina. O querosene de aviação (QAV) deve ser elevado em 54 % a partir de 1º de abril.

Expectativas para o próximo reajuste da Petrobras

O mercado especula sobre o próximo ajuste da Petrobras para o QAV, previsto para o dia 1º. A estatal utiliza uma fórmula que costuma resultar em incrementos próximos aos da Mataripe, o que pode manter a pressão sobre os preços domésticos.

Para mais detalhes, consulte a matéria original na fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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