Mora em condomínio e tem carro elétrico? Entenda novas regras para carregadores em São Paulo
Crédito: Malu Mões/Estadão
Os proprietários de carros elétricos podem estar se sentindo satisfeitos, pois não precisam se preocupar com a alta nos preços da gasolina. E quem tem carros com motor a combustão pode estar se perguntando se é hora de comprar um veículo elétrico.
Ninguém sabe ao certo quanto tempo durará a guerra com o Irã e até onde os preços do petróleo subirão. Mas os argumentos a favor dos veículos elétricos claramente se tornaram mais fortes.
Se os veículos elétricos são uma boa opção para qualquer pessoa ou família, depende de muitos fatores, incluindo onde você mora, se tem acesso a um carregador e o quanto você dirige.

No Brasil, moradores têm instalado carregadores elétricos em suas garagens Foto: Rogerio Florentino/Estadão
Nos Estados Unidos, os preços dos veículos elétricos novos caíram, mas ainda são, em média, US$ 6,5 mil mais caros do que os veículos movidos a combustíveis fósseis, de acordo com a Cox Automotive. Do ponto de vista puramente financeiro, um veículo elétrico faz sentido para pessoas que economizarão essa quantia em combustível e manutenção durante o tempo em que o possuírem.
Mas a decisão envolve mais do que apenas dinheiro. Alguns benefícios dos veículos elétricos são difíceis de quantificar em termos financeiros, como a tranquilidade de não estar à mercê da geopolítica.
Há sinais preliminares de que “as pessoas querem sair da montanha-russa dos preços da gasolina”, disse Jessica Caldwell, chefe de insights da Edmunds. A proporção de pessoas pesquisando veículos elétricos no site de compra de carros online da Edmunds subiu para 24% no início de março, ante 21% no início de fevereiro.
Aqui estão alguns pontos a considerar se você estiver pensando em veículos elétricos.
Os veículos elétricos estão ficando mais acessíveis
No ano passado, o Congresso dos EUA eliminou um crédito fiscal federal que poderia reduzir a diferença de preço entre veículos elétricos novos e carros a gasolina. No entanto, alguns Estados e concessionárias de energia dos EUA ainda oferecem créditos, descontos ou outros tipos de apoio financeiro aos compradores de carros elétricos, e é possível encontrar ofertas excepcionalmente boas em veículos elétricos usados.
Illinois e Nova Jersey oferecem aos residentes até US$ 4 mil em incentivos, dependendo de sua renda. Os nova-iorquinos têm direito a incentivos de até US$ 2 mil.
Embora os veículos elétricos novos sejam mais caros do que carros a gasolina comparáveis, os veículos elétricos usados costumam ser mais baratos.
Um Tesla Model 3, Ford Mustang Mach-E ou Hyundai Ioniq 5 usado é vendido nos EUA por aproximadamente o mesmo preço que um Toyota RAV4, Nissan Rogue ou Honda CR-V usado, de acordo com a Recurrent, uma empresa que acompanha o mercado de veículos elétricos usados. Mas é provável que os veículos elétricos usados tenham rodado menos quilômetros do que os carros e caminhonetes a gasolina e sejam mais novos.
“E provavelmente vêm repletos de tecnologias muito mais interessantes”, disse Scott Case, diretor executivo da Recurrent. “É de se espantar que essa oportunidade ainda não tenha sido aproveitada.”
Os compradores de carros estão percebendo isso. As vendas de veículos elétricos usados em fevereiro aumentaram 29% em relação ao ano anterior, de acordo com a Cox.
Montadoras lançam novos modelos elétricos
Algumas montadoras adiaram ou cancelaram modelos elétricos após o fim dos incentivos fiscais federais nos EUA no ano passado. Neste mês, a Honda cancelou a produção de três novos veículos elétricos nos Estados Unidos. A Ford Motor interrompeu a fabricação da picape F-150 Lightning.
Esses cancelamentos podem dar a impressão de que os veículos elétricos são difíceis de encontrar. Mas não é o caso. Há uma variedade crescente de carros com preços moderados nos EUA que carregam mais rápido e percorrem distâncias maiores entre recargas do que os veículos disponíveis há alguns anos.
A Toyota e sua marca de luxo Lexus, que vinham demorando a comercializar veículos elétricos, lançarão quatro novos modelos este ano. A Rivian e a Lucid, cujos veículos custam mais de US$ 70 mil nos EUA, estão se preparando para lançar modelos por cerca de US$ 50 mil.
A General Motors relançou o compacto Bolt com um preço inicial abaixo de US$ 30 mil. O Nissan Leaf, um dos primeiros veículos elétricos produzidos em massa, ficou mais barato e melhor, com um preço inicial abaixo de US$ 30 mil e autonomia de 300 milhas.
A Tesla começou a vender versões básicas de seu sedã Model 3 e do utilitário esportivo Model Y no ano passado por US$ 37 mil e US$ 40 mil, sem contar as taxas de entrega.
Espera-se que a oferta de veículos elétricos usados aumente nos próximos meses, à medida que centenas de milhares de contratos de leasing expiram. Isso deve ajudar a manter os preços baixos.
Carregar carros elétricos pode sair barato
A eletricidade não está imune a aumentos de preço, mas geralmente não sofre oscilações tão acentuadas quanto a gasolina. O custo por quilowatt em um carregador rápido público praticamente não se alterou desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, de acordo com a Paren, empresa que acompanha dados sobre veículos elétricos.
Enquanto isso, os preços da gasolina subiram cerca de 30% nos EUA. Em muitos Estados, a gasolina subiu mais de US$ 1 por galão (3,785 litros).
A economia no custo de combustível proporcionada pelos veículos elétricos é maior para proprietários que podem instalar carregadores em suas garagens ou calçadas. Carregadores domésticos podem recarregar a bateria de um carro durante a noite, atendendo facilmente às necessidades diárias de deslocamento da maioria das pessoas.
Um carregador doméstico elimina a maioria das paradas para reabastecimento, exceto em viagens longas. O custo de instalação varia bastante, mas geralmente é de pelo menos US$ 1 mil. Algumas concessionárias de energia e governos estaduais nos EUA oferecem incentivos que cobrem parte do custo. Os veículos elétricos também podem ser carregados em tomadas padrão, mas pode levar vários dias para recarregar uma bateria comum.
Algumas concessionárias, incluindo a Con Edison, em Nova York, a Georgia Power e a Pacific Gas & Electric, na Califórnia, oferecem tarifas de eletricidade mais baixas para pessoas que carregam seus veículos quando a demanda por energia é menor, geralmente à noite. Carregar um veículo em casa custa alguns dólares por sessão.
“Qualquer pessoa que possa recarregar em casa é um ótimo candidato”, disse Stephanie Valdez Streaty, diretora de análises do setor da Cox Automotive.
Quem não puder instalar carregadores domésticos poderá usar os chamados carregadores de Nível 2, cada vez mais comuns em complexos de apartamentos, shopping centers ou estacionamentos de escritórios. Esses carregadores geralmente são baratos ou até mesmo gratuitos, mas levam várias horas para recarregar uma bateria.
Muitos motoristas de carros elétricos usam carregadores rápidos como sua principal fonte de energia, afirmam as empresas de recarga, da mesma forma que os proprietários de veículos convencionais usam postos de gasolina. O tempo para recarregar em carregadores rápidos está caindo para menos de meia hora devido aos avanços técnicos.
Uma viagem de carro com um veículo elétrico requer algum planejamento. Mas está ficando mais fácil. Existem mais de 72 mil pontos de recarga rápida nos Estados Unidos, de acordo com Paren, cerca de 2 mil a mais do que no início do ano.
Os carregadores rápidos podem ser caros, no entanto, em alguns casos mais caros por quilômetro do que abastecer com gasolina.
Carros elétricos exigem menos manutenção
Os veículos elétricos não precisam de trocas de óleo e não possuem bombas de combustível, silenciadores e outras peças que se desgastam e precisam ser substituídas. Os freios tendem a se desgastar mais gradualmente devido aos sistemas que recuperam energia quando o carro desacelera.
Mas esses veículos tendem a ser mais pesados e podem desgastar os pneus mais rapidamente. Muitos proprietários, no entanto, relatam rodar 64 mil km ou mais antes de precisarem de pneus novos, desde que não dirijam de forma agressiva.
Ao contrário da percepção generalizada, as baterias não perdem rapidamente sua capacidade de manter a carga. Em média, elas ainda têm 95% de sua capacidade original após cinco anos, de acordo com a Recurrent.
Os veículos elétricos tendem a ser menos confiáveis do que os híbridos ou carros que funcionam exclusivamente a gasolina ou diesel, em grande parte porque a tecnologia é nova. Mas, à medida que a indústria aprimorou sua fabricação, os carros se tornaram mais confiáveis.
“Não é necessariamente um problema com os carros em si, algo que seja fundamentalmente menos confiável em um veículo elétrico”, disse Keith Barry, repórter sênior de automóveis da Consumer Reports. “Se você pensar bem, um veículo elétrico deveria ser mais confiável, pois tem menos peças móveis e menos motivos para se preocupar.”
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Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







