A Petrobras anunciou um aumento de 11,6% no preço do diesel, que passará a custar R$ 3,65 por litro nas refinarias a partir de 14 de março. O reajuste, após 312 dias de preço congelado, responde à alta do petróleo no mercado internacional. A gasolina não teve alteração de preço. A decisão foi tomada pela presidente Magda Chambriard e diretores da empresa. O impacto ao consumidor é mitigado pela isenção de PIS/Cofins. A defasagem do diesel nas refinarias atingiu 72%, segundo a Abicom.

RIO – A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 13, um reajuste de 11,6% no preço do diesel, que passará a custar R$ 3,65 por litro a partir deste sábado, 14, nas refinarias da estatal, um aumento de R$ 0,38 por litro. O aumento, após 312 dias de preço congelado, é uma resposta à alta do preço do petróleo e seus derivados no mercado internacional. A empresa não alterou o preço da gasolina.

A decisão foi tomada após reunião da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do diretor Financeiro, Fernando Melgarejo, e do diretor de Comercialização e Logística, Claudio Schlosser, como determina a governança da companhia.

“Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período”, disse a companhia em nota. “Ressalta-se que o impacto do reajuste anunciado para o consumidor final é mitigado, uma vez que o governo federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a comercialização de diesel”, acrescentou.

A Petrobras estava segurando o aumento para evitar passar para o mercado interno a grande volatilidade que está sendo observada no mercado internacional por causa da guerra entre Estados Unidos e Irã, com o petróleo operando em torno dos US$ 100 o barril. Na quinta-feira, porém, o governo anunciou medidas que amenizam o repasse de parte da defasagem de preços da estatal.

A defasagem do diesel nas refinarias da Petrobras atingiu recorde de 85% esta semana, e, no fechamento de quinta, 12, estava em 72%, dando espaço para um aumento de R$ 2,34 por litro, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já o preço da gasolina registrou defasagem de 43% e poderia ser elevado em R$ 1,10 por litro, nas contas da entidade.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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