Entenda as conexões com Alexandre de Moraes encontradas no celular de Daniel Vorcaro, do Master

Investigações da PF indicam relação entre o empresário e o ministro do STF há pelo menos dois anos. Crédito: Reportagem: Larissa Burchard | Fotografia e som: Felipe Oliveira (Felps) | Imagens: Carlos Fabal/AFP | Edição: Júlia Pereira

BRASÍLIA – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu uma “apuração imparcial” sobre o caso do Banco Master e disse que assuntos como esse sempre são levantados nas eleições, mas disse acreditar que não será o único tema da campanha e ressaltou a existência de outras operações em curso.

As declarações ocorreram nesta segunda-feira, 9, em entrevista por telefone à Rádio Metrópole, da Bahia. Na ocasião, Motta foi questionado sobre como o caso do Banco Master atinge o universo político e a eleição deste ano.

“Nós temos que defender a apuração imparcial de todo e qualquer problema que exista no nosso País. Esse problema do Banco Master, nós temos analisado que o próprio Supremo Tribunal Federal tem acompanhado de perto e tomado decisões importantes, como a que tomou na semana passada”, disse o presidente da Câmara.

Na sequência, o deputado também exaltou o trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público no caso. “As instituições que estão acompanhando e investigando devem funcionar sem nenhum tipo de interferência e buscando, de maneira correta, a punição eventual de quem cometeu algum tipo de ilícito”, afirmou.

Em seguida, Motta admitiu que o caso do Banco Master provavelmente será assunto da eleição e defendeu um debate de “alto nível” sobre o processo.

“Com relação à influência desse problema no período eleitoral, nós já assistimos aqui no Brasil, em passado recente, que sempre esse tipo de operação, esse tipo de problema, vem sempre a ser um assunto da eleição. As narrativas são feitas de acordo com a conveniência do lado político ao qual a operação venha a ter algum comprometimento”, disse.

Motta acrescentou: “Não vejo que o assunto será só esse. Nós temos outras operações também acontecendo em nosso país, em torno de outros assuntos que podem vir a se tornar problemas na eleição. Espero que o debate possa se dar não nesse âmbito policialesco, mas no âmbito dos problemas reais, como segurança pública, geração de emprego e renda”.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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