Fim da escala 6×1: O que está sendo proposto? Como começou o movimento?
No Senado, uma PEC que reduz a jornada para até 36 horas semanais foi aprovada na CCJ; Na Câmara, Hugo Motta encaminhou a PEC à Comissão. Crédito: Estadão
SÃO PAULO E BRASÍLIA – O mercado de trabalho brasileiro abriu 112.334 postos de trabalho em janeiro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira, 3, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O número superou a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que indicava criação líquida de 92 mil vagas (intervalo de 55.304 a 157.231 postos).
Dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas, quatro registraram saldos positivos em janeiro. O setor agropecuário registrou abertura de 23.073 vagas e a indústria geral criou 54.991 empregos, no saldo líquido. A construção civil foi responsável pela abertura de 50.545 vagas em janeiro, e o setor de serviços, por 40.525 postos de trabalho. Por outro lado, o comércio fechou 56.800 vagas no primeiro mês deste ano.

Setor de comércio fechou 56.800 vagas no primeiro mês deste ano Foto: Adobe Stock
Em janeiro, foram registrados saldos positivos em 19 Estados. Santa Catarina abriu 19.000 postos, com crescimento de 0,7%, Mato Grosso abriu 18.731 postos e Rio Grande do Sul, 18.421 postos. As unidades com menor saldo foram Rio de Janeiro, com fechamento de 13.009 postos, Alagoas, com fechamento de 2.922 e Ceará, com fechamento de 1.291 postos.
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.339,78 um aumento de R$ 77,02 (3,3%) em relação a dezembro de 2025 (R$ 2.312,76). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o aumento foi de R$ 41,58 (1,77%).
No acumulado de 12 meses, de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026, os números mostram 1.228.483 contratações líquidas, 2,6% maior que o saldo observado no período anterior.
Saldo em 2026
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, projetou nesta terça-feira que o saldo de empregos formais de 2026 deve ficar no mesmo patamar ou superior ao de 2025. “Eu enxergo que o saldo do ano passado pode se repetir este ano, até com viés de crescimento, vai depender da circunstância do que a economia vai se comportar mês a mês”, disse.
O mercado de trabalho formal registrou um saldo positivo de 1.279.498 carteiras assinadas em 2025.
Marinho lembrou que o mercado de trabalho depende do crescimento econômico no ano e voltou a cobrar a redução dos juros por parte do Banco Central. Ele disse esperar que o BC corte a Selic neste ano, ressalvando mudança de cenário principalmente externo.
Marinho disse que é preciso acompanhar interna e externamente a situação da economia, com guerras e outras decisões. “Nós sabemos dessas dificuldades que se impõem a partir de uma decisão maluca lá fora, ou uma decisão maluca no Congresso, enfim, qualquer decisão maluca interfere de forma a piorar o cenário”, afirmou.
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







