As grandes empresas de tecnologia estão apostando tudo na inteligência artificial. Investimentos bilionários em data centers e infraestrutura podem superar US$ 700 bilhões em 2026. Mas isso preocupa analistas, que veem risco de fluxo de caixa negativo.
Meta planeja US$ 55 bilhões só este ano. Alphabet dobra para US$ 180 bilhões, e Amazon mira US$ 200 bilhões. Juntas, big techs como Microsoft somam até US$ 670 bilhões, equivalente a 2,1% do PIB dos EUA, conforme divulgado pelo Estadão.
Esses gastos recordes geram volatilidade no S&P 500. Investidores compram ações com lucros trimestrais positivos, mas vendem temendo destruição de negócios pela IA. É um sinal de alerta para o mercado.
Gigantes de Tecnologia na Corrida pela IA: Gastos que Assustam Investidores
Analistas da Evercore ISI destacam que os investimentos em IA consomem fluxos de caixa livres. Projeções indicam FCF negativo para hiperescaladores como Amazon em 2026. Isso acende uma bandeira amarela.
Julian Emanuel e equipe alertam: dívidas crescem, como os US$ 30 bilhões captados pela Alphabet. Empresas têm mais dívidas que caixa, mas endividamento ainda está abaixo da mediana do S&P 500.
Se FCF virar negativo no agregado, surge bandeira vermelha, sinal de bolha. Sentimento impulsiona retornos, elevando riscos.
Projeções de Investimentos Enormes em 2026
Alphabet: até US$ 185 bilhões. Amazon: US$ 200 bilhões, maior que 21 grandes empresas americanas juntas. Meta e Microsoft completam o pacote de US$ 650-700 bilhões, segundo Exame e G1.
Gartner prevê US$ 2,52 trilhões globais em IA, com infraestrutura levando 54%. Crescimento de 44%, mas foco em ROI comprovado.
Reações do Mercado e Quedas em Ações
As quatro big techs perderam US$ 950 bilhões em valor de mercado após divulgações. Ações da Alphabet caíram até 8%. Investidores reduzem exposição por gastos excessivos.
Bank of America nota que 35% dos gestores pedem mais caixa, menos capex. RBC vê risco de excesso em IA, mas não bolha ainda.
Evercore prevê S&P 500 em 7.750 pontos até fim do ano, apesar dos alertas.
Fonte original: Estadão







