O Brasil vive um momento crítico nas contas públicas. Com dívida líquida em 66% do PIB e juros altos de 15%, o país precisa de um ajuste fiscal urgente. Economistas como Marcos Mendes afirmam: se Lula for reeleito em 2026, a chance de ajuste é zero. Se a oposição vencer, o esforço será insuficiente.

A The Economist usa o Brasil como alerta para o mundo rico, cunhando o termo “brasileirização”. Inflação instável, instituições frágeis e gastos previdenciários elevados ameaçam estabilidade global. Conforme divulgado pelo Estadão.

Especialistas coincidem: o próximo governo enfrentará colapso fiscal. Tarcísio de Freitas, governador de SP, evita candidatura por prever ajuste obrigatório em 2027, com dívida subindo de 72% para 84% do PIB.

Por que o ajuste fiscal é inevitável no Brasil?

O governo Lula afrouxou restrições orçamentárias para reeleição. Orçamento primário quase equilibrado, mas juros consomem 8% do PIB anualmente. Sem superávit primário de 5%, dívida explode, alerta a The Economist.

Previdência gasta 10% do PIB hoje. Sem reformas, em 2050 superará gastos de países ricos. Constituição protege benefícios, vinculando-os ao salário mínimo, o que trava reformas essenciais.

Inflação oscila apesar de banco central independente. Legado de hiperinflação dos anos 80 e crise de 2015 fragiliza confiança. Juros em 15% são reflexo de risco fiscal elevado.

Reeleição de Lula em 2026: dólar explode e real desaba?

Blog do IBRE/FGV faz teste de estresse: reeleição sem guinada fiscal leva a déficit em conta corrente e depreciação de 20% do real. Dólar pode bater R$ 6,5, pressionando inflação em 2 pontos.

Lula disse não ser candidato para discutir cortes ou déficit, conforme Míriam Leitão na CBN. Mas consenso entre especialistas é que equilíbrio das contas é inevitável, caia quem caia.

Gastos públicos cresceram 20% ao ano nos últimos quatro anos, diz Mansueto Almeida, do BTG. Próximo governo precisará cortar despesas como no governo Temer, que reduziu Selic de 14,25% para 6,5%.

Oposição também falha no ajuste fiscal?

Marcos Mendes é pessimista: vitória oposicionista gera ajuste insuficiente. Tarcísio compara cenário a Dilma em 2015, com pedaladas fiscais e recessão sem apoio popular.

The Economist cobra coragem do Congresso para enfrentar interesses constitucionais. Eleições de outubro são chance para evitar crise, mas populismo com idosos e gastos trava reformas.

Países ricos veem “sintomas brasileiros”: Trump politizou Fed, inflação pós-pandemia cresce, previdência pressiona orçamentos. Brasil é espelho do risco global.

Alerta para o mundo: lições do Brasil

Argentina mostra perigos de banco central como caixa. Itália estagna com dívidas em união monetária. Reino Unido sofre com Brexit. Brasil alerta sobre juros altos e dívida crescente.

Fonte original é o Estadão, com tradução da The Economist. Leia a matéria completa aqui.

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