O cenário político e o sistema de transporte em São Paulo foram abalados por uma operação de grande impacto nesta quinta-feira, 25. As autoridades miram agora a infiltração de facções criminosas.
Pela primeira vez, um vereador da capital paulista foi detido sob graves acusações de lavagem de dinheiro. O esquema envolveria uma das maiores empresas de ônibus que operam na zona leste da cidade.
A investigação detalha movimentações milionárias e conexões diretas com o crime organizado, trazendo à tona um histórico de violência e fraudes financeiras, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Infiltração do crime organizado e a Operação Última Parada
A Operação Última Parada, deflagrada pelo Gaeco e pelo Deic, colocou sob os refletores a quarta empresa de ônibus investigada por elos com o PCC em São Paulo, evidenciando a gravidade do caso.
O foco central é a empresa Transunião, que transporta cerca de 6 milhões de passageiros por mês. A Justiça decretou o bloqueio de bens de até R$ 194 milhões, além do sequestro de 117 ônibus e imóveis.
Além das prisões, houve a intervenção na cúpula da companhia. A SPTrans assumirá o controle da operação para garantir a continuidade das 57 linhas de transporte público que atendem a população local.
O papel do vereador Senival Moura no esquema
O vereador Senival Moura (PT) é acusado de exercer o “controle tático da gestão” e da estrutura financeira da Transunião. Segundo a polícia, ele seria o principal articulador da lavagem de dinheiro.
Investigadores apontam que a empresa servia como um instrumento do sistema clandestino para dar suporte financeiro a indivíduos ligados ao PCC, movimentando centenas de milhões de reais em anos recentes.
Análises técnicas indicam que a Transunião movimentou cerca de R$ 545 milhões com “elevada pulverização bancária”. Foram encontrados quase R$ 25 milhões em créditos sem qualquer identificação de origem.
Assassinatos e planilhas secretas: o rastro do dinheiro
O inquérito teve início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, antigo presidente da empresa, em 2020. No material apreendido com a vítima, a polícia encontrou provas cruciais sobre a lavagem de dinheiro.
Pendrives continham planilhas que mostravam uma “dissociação deliberada entre a titularidade dos veículos e o domínio econômico”. Isso permitia identificar quem eram os reais beneficiários ocultos dos lucros.
As mensagens mostram que o vereador era tratado por codinomes como “Presidente” e “Véio”. Ele decidia sobre repasses financeiros e pagamentos a pessoas com antecedentes criminais, incluindo ladrões de banco.
O “salve” da facção e os desvios milionários
Documentos encontrados na casa de diretores revelaram um “salve”, comunicado interno da facção, sobre o desvio de R$ 15 milhões da empresa. O conflito interno teria motivado a execução de Adauto Jorge.
Senival Moura também estaria na mira do PCC devido a essas cobranças indevidas, mas não foi morto por sua condição de político. Na época dos fatos, o parlamentar chegou a solicitar proteção policial.
A defesa dos acusados e a Prefeitura de São Paulo foram procuradas para comentar o caso, mas ainda não se manifestaram oficialmente. O espaço permanece aberto para os esclarecimentos dos citados na operação.
A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, e o conteúdo completo pode ser conferido em: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2392970/vereador-do-pt-e-preso-em-sp-por-envolvimento-com-empresa-de-onibus-ligada-ao-pcc?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed








