Deputados federais de partidos como PT, PSOL e PCdoB anunciaram, nesta quarta-feira (13), uma ofensiva parlamentar para apurar os vínculos entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O grupo pretende protocolar um pedido de CPI e um requerimento formal à Receita Federal.

A movimentação ocorre após revelações sobre um suposto aporte financeiro milionário destinado à produção de um filme sobre a família Bolsonaro. O caso ganhou repercussão após reportagem do The Intercept Brasil, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.

Documentos e trocas de mensagens apontam uma negociação direta entre o parlamentar e o dono do Banco Master, que atualmente está preso sob suspeita de liderar um esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro no setor bancário.

Entenda as suspeitas sobre os repasses milionários

As investigações preliminares apontam que o valor negociado para o filme seria de aproximadamente R$ 134 milhões. Mensagens vazadas mostram o senador cobrando celeridade nos pagamentos para quitar parcelas atrasadas da produção audiovisual realizada no exterior.

O deputado Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, questiona a origem e a legalidade da transferência dos recursos. Segundo ele, o montante enviado para um fundo nos Estados Unidos, gerido por um advogado ligado à família Bolsonaro, precisa ser devidamente auditado.

Indícios de crimes sob análise parlamentar

O deputado Tarcísio Motta, do PSOL, defende a abertura de uma CPI para investigar possíveis crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de influência e corrupção passiva. Para ele, a proximidade entre os citados exige uma apuração rigorosa dos fatos.

A deputada Jandira Feghali, do PCdoB, também levantou suspeitas sobre o orçamento da obra. A parlamentar argumentou que o valor de R$ 134 milhões está muito acima dos custos de mercado para produções nacionais premiadas, sugerindo finalidades obscuras.

A defesa de Flávio Bolsonaro

Em nota oficial, o senador confirmou ter buscado patrocínio privado para o filme, enfatizando que não houve utilização de recursos públicos ou de leis de incentivo cultural. Flávio afirmou que sua relação com Vorcaro era estritamente privada.

O parlamentar negou ter oferecido vantagens indevidas ou intermediado negócios com o governo em troca do dinheiro. Ele ressaltou ainda que conheceu o banqueiro em um momento em que não pesavam acusações públicas contra o empresário no cenário nacional.

Para mais detalhes sobre o desenrolar das investigações, a fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil e o conteúdo pode ser acessado em Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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