O debate sobre o futuro do Brasil ganha novos contornos com a proximidade das eleições, especialmente quando o assunto envolve a sustentabilidade e o desenvolvimento nacional de longo prazo.

Diferenciar o que é uma política de governo, passageira por natureza, de uma política de Estado é o primeiro passo para consolidar um projeto robusto de transição energética no país.

Essa visão estratégica visa garantir que as metas climáticas e a segurança energética sobrevivam a diferentes mandatos, conforme divulgado pelo Estadão.

A importância da transição energética como pilar de desenvolvimento

A transição energética não é apenas uma questão ambiental, mas um desafio que exige maturidade política. Enquanto políticas de governo mudam a cada mandato, a política de Estado deve ser perene.

O grande desafio é que essas decisões estratégicas muitas vezes não trazem resultados imediatos para quem está no poder. Elas são desenhadas para beneficiar as próximas gerações e fortalecer o Brasil.

O impacto do Acordo de Paris e do RenovaBio

Desde a adoção do Acordo de Paris em 2015, o Brasil tem buscado formas de reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Esse movimento gerou a criação do RenovaBio em 2017.

Essa política nacional garantiu a previsibilidade necessária para que investidores apostassem no etanol e no biodiesel. Graças a isso, o país hoje ocupa um posto de destaque no cenário global.

A força do biodiesel e a liderança brasileira

Dados recentes do Balanço Energético Nacional mostram que o setor de transportes no Brasil possui 25,7% de renovabilidade. Isso coloca o país como um dos líderes mundiais em baixa emissão de carbono.

O biodiesel brasileiro possui tecnologia de ponta e capacidade industrial para garantir a descarbonização. Além disso, ele é essencial para a nossa segurança energética atual.

Com os conflitos globais afetando o preço e a oferta do diesel fóssil, a produção nacional se torna um escudo. Atualmente, o Brasil ainda importa cerca de 22% do diesel consumido internamente.

Metas estratégicas para o futuro dos combustíveis

Para consolidar esse avanço, é preciso focar em programas como o Combustível do Futuro. A regulamentação adequada garante a segurança jurídica indispensável para novos investimentos no setor.

Também é vital fortalecer a agricultura familiar, que fornece matéria-prima para a produção. Isso gera renda no campo e impulsiona a economia verde de Norte a Sul do território nacional.

Manter a qualidade e a competitividade do biodiesel é o caminho para reduzir a poluição e melhorar a saúde pública. Substituir o diesel importado minimiza os riscos de crises geopolíticas no país.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: https://www.estadao.com.br/economia/francisco-turra/transicao-energetica-e-politica-de-estado-nao-politica-de-governo/

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