O Brasil registrou um marco importante na proteção de menores. Em 2025, o número de crianças e jovens em situação de exploração caiu para o menor patamar da série histórica, segundo novos dados oficiais.
Essa redução reflete mudanças profundas na economia e no alcance de programas sociais. A queda foi de 9,2% em relação ao ano anterior, trazendo uma perspectiva positiva para o fim dessa prática no país.
O levantamento aponta que o mercado de trabalho aquecido e o suporte governamental foram decisivos para esse resultado, conforme divulgado originalmente em reportagem publicada pelo jornal Estadão.
O cenário do trabalho infantil no Brasil em 2025
Segundo o IBGE, cerca de 1,5 milhão de crianças e adolescentes estavam em situação de trabalho infantil em 2025. Esse contingente representa 4,0% da população entre 5 e 17 anos de idade.
A queda expressiva é atribuída a uma combinação de fatores socioeconômicos. O aumento da renda das famílias reduz a necessidade de crianças trabalharem para complementar o orçamento doméstico em todo o país.
Além disso, ações de fiscalização conduzidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o MTE, e pelo Ministério Público do Trabalho, foram fundamentais para retirar jovens de situações irregulares e perigosas.
O impacto do Bolsa Família na redução histórica
O programa Bolsa Família foi apontado como o principal motor dessa mudança. Entre 2024 e 2025, a diminuição do trabalho infantil nos lares beneficiários respondeu por mais de 95% da queda nacional.
Gustavo Geaquinto Fontes, pesquisador do IBGE, explica: “O Bolsa Família pode ter contribuído para garantir uma renda mínima para essas famílias, além de ter condicionalidades relacionadas à frequência escolar”.
A taxa de escolarização entre os trabalhadores infantis atendidos pelo programa chegou a 89,8%. Esse índice supera a média geral de crianças que trabalham no país, reforçando a importância do estudo no processo.
Perfil das vítimas: desigualdade de raça e gênero
Apesar da melhora nos índices gerais, os dados mostram que a exploração ainda atinge grupos específicos. Crianças pretas ou pardas representam 67% de todos os casos de trabalho infantil registrados no Brasil.
O sexo masculino também é maioria, somando 65,4% dos trabalhadores precoces. Os meninos costumam ter rendimentos maiores que as meninas, recebendo, em média, R$ 1.006 contra R$ 782 mensais pagos às jovens.
A participação de negros e homens é ainda mais acentuada em atividades de maior risco. Nesses cenários, a vulnerabilidade social e econômica acaba expondo esses jovens a condições de trabalho muito mais severas.
Atividades de risco e a Lista TIP
Cerca de 525 mil jovens exerciam atividades consideradas as piores formas de exploração em 2025. Essas ocupações estão descritas na Lista TIP e envolvem riscos graves de acidentes ou danos à saúde física.
As atividades incluem trabalho na construção civil, matadouros e coleta de lixo. O grupo de 16 e 17 anos concentra a maior parte desses casos de risco, representando mais de 63% do total de menores na lista.
A legislação brasileira é clara, qualquer trabalho é proibido até os 13 anos. Entre 14 e 15 anos, a atuação é permitida apenas como aprendiz, garantindo que o direito à educação e ao desenvolvimento seja preservado.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







