O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou o compartilhamento de documentos sigilosos com a Câmara dos Deputados envolvendo o caso Banco Master. A medida atende a um pedido da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para analisar o processo de liquidação do banco.

O ministro Jhonatan Jesus, relator do processo, ressaltou que a Constituição Federal garante ao Congresso Nacional o acesso às informações produzidas pela Corte. A decisão busca equilibrar a transparência com o dever de cautela, conforme divulgado pelo Estadão.

Para evitar riscos, o tribunal adotou novos protocolos de segurança. A medida visa assegurar que o compartilhamento não comprometa a estabilidade financeira, econômica ou monetária do país durante a fiscalização parlamentar.

Regras rigorosas para o acesso a dados sensíveis

Apesar da liberação, o TCU determinou que os documentos permaneçam sob sigilo rigoroso. A Corte impôs que a comissão da Câmara mantenha o dever de confidencialidade, seguindo estritamente o que determina a Lei de Acesso à Informação.

Uso de marcas d’água para evitar vazamentos

O tribunal implementou a inserção de marcas d’água nos arquivos enviados. O objetivo é fortalecer o controle e garantir a rastreabilidade total das peças compartilhadas, permitindo identificar a origem de eventuais vazamentos.

Mudança no status de sigilo dos processos

O processo passou para a categoria de “sigiloso com exigência de autorização específica”. Isso elimina o acesso automático aos autos, exigindo agora uma permissão nominal para a leitura de cada peça, com registro individual de quem acessou o sistema.

Proteção ao sistema financeiro nacional

Jhonatan Jesus reforçou que a medida é cautelar e temporária. O intuito principal é proteger informações bancárias e documentos de supervisão que, se divulgados indevidamente, poderiam gerar instabilidades ou interferir em fiscalizações em curso.

O relator também negou que o endurecimento das regras tenha prejudicado o direito de defesa do Banco Central. O caso Banco Master segue monitorado pelo TCU, mantendo a autoridade monetária sob vigilância da Corte de Contas.

A fonte original é o [Estadão](https://www.estadao.com.br/economia/tcu-autoriza-envio-de-novas-pecas-sigilosas-do-caso-master-com-marca-dagua-a-camara/).

You May Also Like
Governo terá de leiloar duas rodovias por mês para atingir meta do ano

Governo Federal intensifica ritmo e precisa leiloar duas rodovias por mês para bater meta de 13 concessões em 2026 mesmo com aperto no orçamento

Agenda de concessões rodoviárias enfrenta desafio de tempo e restrições financeiras, mas governo mantém otimismo com projetos estruturados
Diesel terá subsídio de R$ 1,12 por litro até dezembro, decide governo

Governo federal anuncia subsídio de R$ 1,12 no diesel para conter alta de preços gerada por conflitos internacionais e garantir o abastecimento no país

Nova medida estratégica busca estabilizar o mercado de combustíveis e mitigar os impactos da instabilidade no Oriente Médio sobre o valor do diesel rodoviário
São Paulo tem mais de 2 mil imóveis notificados por ociosidade; desapropriação não sai do papel

Prédios vazios em SP: Mais de 2.000 imóveis estão na mira da prefeitura por ociosidade. Confira!

O centro de São Paulo lidera o ranking de edifícios notificados que podem sofrer desapropriação.
Vendas do comércio crescem 0,5% em março e atingem recorde, aponta IBGE

Vendas do varejo batem recorde histórico em março e mostram força do consumo no Brasil segundo dados recentes divulgados pelo IBGE nesta quarta

Comércio varejista registra alta significativa e atinge patamar inédito desde o início da série histórica monitorada pelo instituto