O Brasil presencia um salto histórico no cooperativismo, modelo de negócio que une pessoas em torno de objetivos comuns. O setor se consolida como um pilar essencial para o Produto Interno Bruto nacional.
Com milhões de novos adeptos e uma gestão focada na coletividade, o impacto financeiro está prestes a atingir marcas nunca vistas anteriormente. O futuro próximo reserva números grandiosos para essa área.
As projeções indicam que a força conjunta de produtores e poupadores deve elevar o faturamento a patamares bilionários em poucos anos, conforme divulgado pelo Estadão.
O avanço das cooperativas e o impacto de R$ 1 trilhão na economia brasileira
Até o fim de 2028, as cooperativas brasileiras devem movimentar a marca impressionante de R$ 1 trilhão em receita. O valor representa uma alta de 18% em relação ao que é esperado para o ano de 2025.
Atualmente, o setor já conta com 29 milhões de cooperados e cerca de 4,4 mil entidades em atividade em 3.425 municípios. O setor agropecuário é o grande protagonista, gerando a maior fatia da receita total do segmento.
Embora o agro lidere o faturamento com R$ 487,3 bilhões, a maior base de pessoas está nas cooperativas de crédito. Quase 80% dos participantes do sistema nacional estão vinculados a essas instituições financeiras.
Relação de confiança e o cenário do crédito
O Banco Central monitora de perto o sistema, notando um leve aumento no risco da carteira de crédito em 2025. No entanto, os índices de inadimplência permanecem consideravelmente menores do que nos bancos tradicionais.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destaca que a proximidade com o cliente é o segredo. Segundo ela, “a inadimplência dentro das cooperativas de crédito é infinitamente menor do que é nos bancos convencionais”.
Essa confiança mútua é o grande diferencial do modelo. Zanella reforça que existem unidades onde o gerente conhece cada cooperado pelo nome, o que aumenta a responsabilidade financeira e o compromisso entre as partes.
Desafios internacionais e o impacto do tarifaço
O cenário internacional também exige atenção, especialmente com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O setor monitora possíveis impactos, mas aposta no diálogo e na diversificação de parceiros comerciais globais.
Clara Maffia, gerente de relações institucionais, afirma que o momento é de compreensão. “Alguns setores importantes das cooperativas entraram na lista de exceção, como, por exemplo, o café”, explicou a especialista da entidade.
A estratégia agora foca em um trabalho público,privado para abrir novas frentes. O objetivo é manter o diálogo com os americanos enquanto se busca outros países para escoar a produção das exportações brasileiras.
A fonte original desta notícia é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo: https://www.estadao.com.br/economia/cooperativas-devem-movimentar-r-1-trilhao-em-receita-ate-o-final-de-2028-estima-organizacao/







