A aviação mundial busca alternativas para reduzir sua pegada de carbono, e o combustível sustentável de aviação, o SAF, surge como a solução mais promissora. Recentemente, especialistas debateram o tema no Rio de Janeiro.

Durante o Energy Summit, os desafios para a implementação em larga escala foram colocados em pauta, revelando que a tecnologia já existe, mas a viabilidade econômica ainda é um grande entrave para o setor.

A transição para uma matriz energética limpa exige não apenas inovação técnica, mas também uma logística eficiente e suporte financeiro robusto para as empresas, conforme divulgado pelo Estadão.

Os obstáculos para a viabilidade do combustível sustentável de aviação

Marco Cesarino, CEO da Marco-X, destacou que o SAF é a principal aposta para a descarbonização, mas ressaltou que outras tecnologias também devem ganhar espaço nas projeções futuras da indústria aérea global.

Para Camila Mota, da Vibra Energia, o maior desafio atual é a viabilidade econômica. Segundo ela, o mercado precisa absorver o diferencial de preço do combustível sustentável de aviação através de incentivos governamentais.

Além do custo, a logística e a infraestrutura adequada são fundamentais para que a produção em escala se torne real, permitindo que as companhias aéreas adotem a solução de forma contínua, segura e eficiente.

O desafio da escala e a busca por fontes eficientes

Cyro Calixto, CEO da Haka Bioprocessos, alertou que as fontes agrícolas tradicionais, como a soja, não são suficientes para a demanda global. Ele afirmou que é necessário inventar fontes muito mais eficientes e alternativas.

Segundo o executivo, se toda a produção de soja do Brasil fosse utilizada, ainda assim não seria possível atender a demanda mínima projetada, o que exige um esforço maior em inovação para o setor aéreo mundial.

Segurança operacional na transição energética

Daniel Sales Corrêa, da Petrobras, reforçou que a segurança não pode ser deixada de lado durante a mudança. Para ele, os paradigmas operacionais precisam ser preservados para viabilizar a produção sem comprometer a aviação.

A transformação da matriz exige que os processos de segurança atuais sejam integrados às novas tecnologias de combustível sustentável de aviação, garantindo que a descarbonização ocorra sem riscos para os passageiros.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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