A Rio Pardo Proteína Vegetal, empresa que atua no coração do agronegócio sul-mato-grossense, está vivendo um momento de virada histórica. Após concluir seu processo de recuperação judicial, a companhia agora foca no futuro.
O objetivo central é captar R$ 120 milhões para modernizar e ampliar sua fábrica em Sidrolândia. Com a operação atual trabalhando no limite, a meta é dobrar a capacidade de processamento de soja nos próximos anos.
A estratégia inclui a busca por sócios internacionais e o fortalecimento de sua presença no mercado global, atendendo hoje 27 países, conforme divulgado pelo Estadão.
Planos de expansão da Rio Pardo Proteína Vegetal e mercado internacional
Com o encerramento da fase judicial, a Rio Pardo Proteína Vegetal planeja elevar o processamento de 160 para 340 toneladas de soja por dia. A previsão é que as obras comecem no início de 2027.
A expectativa financeira é ambiciosa, com a meta de alcançar uma receita anual entre R$ 380 milhões e R$ 420 milhões a partir de 2028. Para 2025, a projeção de faturamento ainda é de R$ 135 milhões.
Osvaldo Aguiar, diretor da empresa, revelou que estão em negociações avançadas com um grupo estrangeiro. Existe a possibilidade de novos sócios ou aporte de fundos de investimento com apoio bancário.
Aposta no concentrado proteico e substitutos do leite
Uma das principais alavancas de crescimento é o concentrado proteico em pó fino. Esse insumo é essencial na formulação de substitutos do leite para bezerros e leitões, registrando alta de 40% nas vendas.
Segundo Aguiar, essa mudança ocorre porque o soro de leite, o whey, está sendo cada vez mais direcionado para o consumo humano. Isso obriga os criadores de animais a buscarem alternativas vegetais eficientes.
A empresa transforma a soja em um ingrediente nobre para rações de peixes, aves e suínos. Essa especialização permitiu que a marca rompesse fronteiras, exportando hoje para dezenas de mercados internacionais.
Superação da crise e o novo cenário financeiro
A recuperação judicial, iniciada em 2023, foi motivada pela alta dos juros e reflexos da guerra na Ucrânia. Um financiamento que custava 2,5% ao ano saltou drasticamente para a casa dos 15% a 17%.
Embora as dívidas bancárias tenham sido praticamente zeradas, a empresa ainda enfrenta restrições. Aguiar pontua que será necessário aguardar até três anos para retomar o acesso a linhas de crédito em bancos públicos.
A resiliência da Rio Pardo Proteína Vegetal demonstra a força do setor em Mato Grosso do Sul. A unidade de Sidrolândia continua sendo o pilar central para os novos planos de faturamento e expansão global.
Inovação tecnológica e o futuro do agronegócio
Além da expansão fabril, o setor observa novas tecnologias, como a da startup Brasil Agritest. Eles desenvolveram um sistema com inteligência artificial que avalia a qualidade da soja em apenas quatro minutos.
No campo da gestão, a Bravonix também ganha espaço ao oferecer soluções de IA para reduzir custos com insumos e energia. O objetivo é ajudar agroindústrias a recuperarem créditos e otimizarem a produção.
Politicamente, o setor adota um tom pragmático para as próximas eleições. A ideia é focar em propostas técnicas e evitar a polarização, garantindo que o agro tenha voz ativa independentemente de quem assumir o governo.
A fonte original desta notícia é o portal Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







